A rede social X de Elon Musk (antigo Twitter) concordou em desativar a coleta de dados de usuários em países da União Europeia para treinar seu assistente de inteligência artificial generativa (IA).
A decisão ocorre após pressão da autoridade de dados irlandesa, informou a Reuters nesta quinta-feira (8), mas a prática continua em vigor fora dos países do bloco europeu, incluindo o Brasil.
O Valor apurou que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) solicitou esclarecimentos a X sobre a prática. Procurada pela reportagem, a ANPD não respondeu até o momento.
Esta semana, a Comissão Irlandesa de Proteção de Dados (DPC) solicitou uma ordem para suspender ou restringir o processamento de dados de usuários por X para fins de desenvolvimento, treinamento ou aprimoramento de seus sistemas de IA.
No Brasil, o X mantém a coleta de dados como uma opção pré-aprovada pelos usuários. A reportagem verificou nesta quinta-feira (8) que é possível desabilitar o compartilhamento de dados para treinos Grok também via celular. Recurso que não estava disponível para o aplicativo no final de julho.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), criticou a postura da rede social a coordenadora do Programa de Telecomunicações e Direitos Digitais do Idec, Camila Leite Contri.
No final de julho, o órgão de defesa do consumidor condenou a prática adotada pela rede social de Elon Musk.
“Concretamente, vemos um design malicioso: há uma pré-seleção da opção de os consumidores aceitarem a utilização dos seus dados para fins de processamento de IA. Esse consentimento não deve ser pressuposto, mas sim explícito”, disse o Idec na ocasião.
A Meta, dona do Facebook e do Instagram, também sofre pressão das autoridades europeias e brasileiras de proteção de dados.
No início de julho, a ANPD emitiu uma “medida preventiva” ordenando a suspensão do uso indiscriminado de dados pessoais de usuários Meta para treinamento de ferramentas generativas de IA no Brasil.
A empresa informou ter atendido à exigência da autoridade ao retirar recursos de IA de suas plataformas, como um gerador de figurinhas no WhatsApp.
Na Europa, a Alphabet, controladora do Google, concordou em fazer alterações em seu “chatbot” Gemini AI no início deste ano, após consultas com o regulador irlandês, informou a Reuters.
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