Os gigantes viraram as costas ao Brasil. Não foram dois anos fáceis para os fundos multimercados, classe que sofreu volume histórico de saques e vem perdendo consistentemente para o CDI (Certificados de Depósito Interbancário). Depois de esperar pela fase de boom que não se concretizou e com o descompasso entre os cenários doméstico e global, os gestores Ativo Verde, Ibiúna e JGP voltou-se de uma vez por todas para o mercado internacional.
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“Preferimos concentrar o nosso risco em mercados onde há maior visibilidade. Atualmente só temos isso lá fora”, afirma. Rodrigo Azevédosócio e gestor da macroestratégia da empresa Ibiúna Investimentosdurante sua participação no XP Especialista neste sábado (31). “No médio prazo, aqui no país, estamos comprados na inflação implícita [diferença entre a taxa de juros nominal e a real] e dólar. Mas as nossas maiores posições hoje estão no exterior, em países europeus, nos Estados Unidos e no Canadá, jogando no curto prazo [os contratos de vencimento de curto prazo] interesse.”
Ao lado de Luis Stuhlbergersócio fundador da Ativo Verdee André Jakurskisócio fundador da JGPa mensagem dos gestores foi unânime: você acha que a situação vai virar para renda variável? Estou enganado.
Para todos os três, as incertezas estão se acumulando no Brasil, o que impede os fundos multimercados de navegar pelas tendências devido à falta de visibilidade local.
“Do lado Banco Central [BC]tivemos surpresas positivas com a confirmação da indicação de [Gabriel] Galípolo para a presidência e sua sinalização de compromisso com a meta fiscal. Mas, do lado fiscal, enfrentamos surpresas negativas crescentes e perigosas”, afirma Stuhlberger.
Para o gestor da Verde Asset, o mercado ainda não incorporou a “nocividade” do atual cenário fiscal nos preços dos ativos nacionais.
“Considerando a evolução da nossa dívida e dos juros, não creio que essas despesas constantes [do governo central] nos últimos quatro anos reflectem-se hoje. E isso inclui também os anos de final do mandato de Jair Bolsonaro, não estou falando só do Lula aqui. Para se ter uma ideia, os gastos com pensões e políticas assistenciais passaram de R$ 1 trilhão em 2021 para R$ 1,6 trilhão projetados para 2025. São saltos de cerca de 8,5% ao ano acima da inflação”, pondera Stuhlberger.
Para ele, um “exagero” de receitas com o aumento da arrecadação de impostos e a subestimação de despesas cria uma tendência de risco nesse sentido.
“Então temos uma pequena posição comprada em dólar, tomada em renda fixa e inflação com vencimentos de longo prazo. Mais recentemente, temos vendido na bolsa brasileira, aproveitando esse mini rali recente”, afirma o executivo da Verde.
Ontem o sócio-gerente da Verde Asset Luiz Parreiradisse durante sua participação no painel Expert XP que casa tem a posição mais baixa do mercado brasileiro desde 2016.
Com a alta da taxa Selic e a queda dos juros nos Estados Unidos em setembro – movimentos dados como certos pelos três gestores -, o curto prazo pode ser positivo para os ativos brasileiros devido à migração de capital estrangeiro para cá, mas o cenário é delicado.
Nesse sentido, a JGP entende que a taxa básica de juros precisaria subir mais do que os 1,5 ponto percentual que o mercado precifica atualmente para que o BC leve a inflação à meta de 3% ao ano.
“Em termos reais [descontada a inflação]os gastos do governo cresceram 15% e a massa salarial, 8%. Pessoalmente, acho que a meta de inflação de 3% no Brasil é agressiva porque obriga o Banco Central a aumentar as taxas de juros. Empiricamente, considerando esse cenário, se o Copom trabalhar com esse reajuste para cima de 1,5 ponto na taxa, tem como meta levar o IPCA para 4%. “, defende Jakurski.
Também por isso, mesmo não estando otimista com o cenário da renda variável, o gestor da JGP admite a possibilidade de alta da bolsa brasileira. Isso aconteceria porque a taxa de juros real brasileira aumentará a margem, enquanto em outros países a taxa de juros real cairá.
Mas esta entrada de capital aqui não é necessariamente um movimento sustentável.
“Mantendo outras variáveis constantes, o que sempre fará a bolsa de valores no Brasil subir ou descer é o fluxo de capital estrangeiro. Veja o que aconteceu no último período: investidores institucionais estavam comprando NTN-B [Nota do Tesouro Nacional Série, os títulos do Tesouro remunerados a IPCA+ taxa] e vendendo sacolas. Mas, com a vinda de estrangeiros para cá, a bolsa de valores tornou-se atrativa. O que, para mim, foi algo momentâneo”, avalia.
O sócio-fundador da JGP entende que a bolsa brasileira já não está tão barata, ainda que continue descontada considerando os níveis históricos.
Recentemente, Jakurski disse não acreditar que este seja um bom momento para investidores entrarem na bolsa brasileira. Para quem não tem assessoria especializada, o executivo pode achar justo ficar fora da bolsa no Brasil.
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