Os jornais “O Globo” e Valor e a rádio CBN iniciaram as audiências com os principais candidatos a prefeitos de Belo Horizonte, Rio e São Paulo. Os cinco primeiros colocados da prova na capital mineira abrirão a série esta semana: Fuad Noman (PSD)atual prefeito, foi entrevistado nesta terça-feira.
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Mauro Tramonte (Republicanos) abriu a série de entrevistas nesta segunda-feira. Bruno Engler (PL)participa nesta quarta; Duda Salabert (PDT)na quinta-feira; e Carlos Viana (Podemos)na sexta-feira, completa a lista dos sábados. Veja o que é #FACT ou #FAKE na audiência de Mauro Tramonte para “O Globo”, Valor e CBN.
As entrevistas são transmitidas ao vivo pela rádio e pelos sites e redes sociais dos três veículos. Os eleitores também poderão encontrar informações por meio de relatórios e análises das assembleias. No total, serão três semanas de audiências presenciais, que terão início às 10h30, com duração aproximada de uma hora.
Em todas as capitais, as audiências serão conduzidas por jornalistas e colunistas dos três veículos. Na capital mineira, os candidatos serão entrevistados pelas colunistas Bela Megale e Renata Agostini, de “O Globo” e CBN, pela âncora de rádio Shirley Souza e pela jornalista Cibelle Bouças, da Valor Econômico.
A equipe do Fato ou Fake conferiu as principais declarações de Fuad Noman. Ler:
“Belo Horizonte é uma cidade reconhecida pela ONU como uma ‘cidade árvore’, existem apenas 34 cidades no Brasil.”
A afirmação é #FACT. Veja por quê: Belo Horizonte foi reconhecida pelas Nações Unidas em abril no programa ‘Cidades Árvores do Mundo’, e foi eleita ‘cidade árvore’. O projeto é um esforço internacional para reconhecer cidades e vilas comprometidas em garantir que as suas florestas e árvores urbanas sejam mantidas e geridas de forma sustentável. Segundo o painel do programa, atualmente 200 cidades do planeta possuem o título reconhecido, sendo 34 municípios brasileiros.
“Aqui foram cortadas 63 árvores e 100 metros depois foram plantadas 63 árvores, da mesma espécie, do mesmo tamanho. Além disso, plantamos 608 árvores como compensação.”
#NÃOBOM. Veja por quê: O Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam) aprovou a retirada de 63 árvores no entorno do Mineirão, na região da Pampulha, para a realização de uma etapa da Stock Car em Belo Horizonte. Ficou acertado que, como compensação, além da reposição das 63 árvores cortadas, outras 688 também seriam plantadas antes do evento. As árvores, porém, não foram plantadas a tempo. Atualmente, cerca de metade já foi plantada pela prefeitura.
Em entrevista ao g1, o secretário interino do Meio Ambiente, Gelson Leite, disse que o período de estiagem foi o causador do atraso.
“Pedimos à Superintendência de Desenvolvimento de Capital (Sudecap) a prorrogação do prazo, pois estamos em período de estiagem. Esperamos plantar a maior quantidade nos próximos três meses, a partir de setembro, para que possamos aproveitar melhor essas árvores”, disse ele.
Vale destacar que o corte de árvores no entorno do Mineirão gerou discussões e protestos na capital mineira. Ambientalistas e até a reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais manifestaram preocupação com os impactos do evento automobilístico no entorno do estádio.
“São 170 países acompanhando a corrida (Stock Car)” / “70 mil pessoas participaram (em Belo Horizonte).”
A afirmação é #FACT. Veja por quê: A corrida “BH Stock Festival” aconteceu em Belo Horizonte entre os dias 15 e 18 de agosto de 2024. As informações sobre os 170 países que receberam a transmissão correspondem a fala de Fernando Julianelli, CEO da VICAR, empresa responsável pela realização da competição em todo o Brasil, divulgado no próprio site do esporte. A Confederação Brasileira de Automobilismo confirma que 70 mil pessoas compareceram ao evento.
“Belo Horizonte sempre teve um problema de enchentes muito sério e ninguém nunca ajudou. Fui o único que chegou e enfrentou.”
A afirmação é #FAKE: Eis o porquê: Belo Horizonte destina recursos para drenagem e tratamento de fundos de vale desde pelo menos 2002, primeiro ano registrado no Balanço Anual da Prefeitura, ainda na gestão de Fernando Pimentel (PT). Em 2001, sob a gestão de Célio de Castro (PSB), começou a ser implementado o Drenurbs, um programa de ações integradas para os recursos hídricos urbanos cujo escopo inclui, entre outras tarefas, obras de contenção para evitar o risco de inundações.
A gestão de Márcio Lacerda (PSB), entre 2009 e 2016, construiu bacias de contenção e realizou obras de redução do risco de enchentes nas bacias dos córregos Jatobá, Serra e Bonsucesso, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), conforme consta nas demonstrações orçamentais de 2012, 2013 e 2014.
A gestão de Alexandre Kalil (Republicanos), entre 2017 e 2022, realizou obras de implantação de bacias de detenção e macrodrenagem de córregos como Jatobá, Olaria, Vilarinho, Isidoro, Nado, Cachoeirinha, Pampulha e Onça, conforme consta na Contabilidade Relatórios dos anos de 2019, 2020 e 2021.
“Criamos uma série de mecanismos, principalmente a chamada Tolerância Zero, onde acabamos com os ônibus antigos, já existem 800 ônibus novos nas ruas, funcionando. Quase 800.”
A afirmação é #FACT. Veja por quê: Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, desde a implementação da lei 11.458, sancionada pelo prefeito Fuad Noman em julho de 2023, 730 novos ônibus já circulam na cidade. A nova frota foi anunciada em nota publicada em junho de 2024.
Ainda segundo a BHTrans, o número supera a exigência prevista na Lei, que era a inclusão de 420 ônibus na frota municipal. A idade média dos veículos, que era de seis anos e oito meses em julho/2023, caiu para cinco anos e quatro meses.
A Operação Tolerância Zero, anunciada no dia 25 de janeiro pela Prefeitura de Belo Horizonte, tem como objetivo combater irregularidades no transporte público da cidade. Realizada por fiscais de trânsito da BHTrans, Sumob e Guarda Municipal, a política fiscaliza os ônibus da frota municipal e verifica o funcionamento do veículo. Em junho de 2024, a operação já havia fiscalizado 11.822 ônibus, gerando 11.927 multas.
“Criamos agora um programa chamado Mulheres da Obra, criando condições para que as mulheres se capacitem para trabalhar na construção. Essas mulheres que hoje moram em uma comunidade que está tendo obras da prefeitura, eu estou exigindo que 10% da mão de obra do projeto sejam mulheres.”
A afirmação é #FACT. Veja por quê: No dia 26 de outubro de 2023, a Prefeitura de Belo Horizonte lançou o programa Mulheres na Obra, que garante 10% das vagas em obras públicas para mulheres. Antes disso, as mulheres ocupavam menos de 5% dos empregos nas empreitadas de construção da prefeitura. A Prefeitura de Belo Horizonte informa que 24 alunas, que ingressaram nas primeiras turmas do Programa Mulheres na Construção, já se formaram em duas áreas: bombeiro hidráulico predial e instalações elétricas prediais de baixa tensão. Cerca de 100 alunos se inscreveram neste segundo semestre em outros dois cursos: pedreiro e pintor imobiliário. Ainda este ano, serão abertas outras duas turmas para as seguintes áreas: carpintaria e acabamento de pedreiras.
Participaram desta verificação: Daniel Biasetto, Giovanna Durães, Lucas Guimarães, Helena Benfica, Pedro Bohnenberger, Rayane Rocha, Rodrigo Salgado e Roney Domingos.
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