Os jornais “O Globo” e Valor e a rádio CBN concluíram as audiências com os cinco principais candidatos às prefeituras de Belo Horizonte, Rio e São Paulo. O candidato Carlos Viana (Podemos)que é senador, foi entrevistado nesta sexta-feira, encerrando a série de entrevistas com os candidatos que disputam o pleito na capital mineira.
Bruno Engler (PL), Fuad Noman (PSD)atual prefeito; Mauro Tramonte (Republicanos) e Duda Salabert (PDT) os demais foram entrevistados durante a semana.
As entrevistas são transmitidas ao vivo pela rádio e pelos sites e redes sociais dos três veículos. Os eleitores também poderão encontrar informações por meio de relatórios e análises das assembleias. No total, serão três semanas de audiências presenciais, que terão início às 10h30, com duração aproximada de uma hora.
Em todas as capitais, as audiências serão conduzidas por jornalistas e colunistas dos três veículos. Na capital mineira, os candidatos foram entrevistados pelas colunistas Bela Megale e Renata Agostini, de “O Globo” e CBN, pela âncora de rádio Shirley Souza e pela jornalista Cibelle Bouças, da Valor Econômico.
A equipe do Fato ou Fake conferiu as principais declarações de Carlos Viana. Ler:
“Belo Horizonte tem aproximadamente 13 mil moradores de rua. Metade não é de Belo Horizonte”
A afirmação é #FACT. Veja por quê: Segundo os números mais recentes do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas para a População em Situação de Rua (OBPopRua/POLOS), da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a cidade de Belo Horizonte tem 13.776 pessoas que vivem em estradas . As estatísticas colocam a capital mineira em terceiro lugar no ranking nacional de moradores de rua. Realizado em junho deste ano, o estudo leva em consideração dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal. A pesquisa, porém, não avalia a origem dos cidadãos.
Outra análise anterior, realizada pela Prefeitura de BH em conjunto com a UFMG, contabilizou 5.344 moradores de rua. Segundo a pesquisa, 43,7% desse total são de Belo Horizonte, enquanto 56,3% vêm de outros municípios.
“É um sistema [de transporte] que se mantém com as tarifas como estão hoje. A Prefeitura concedeu subsídio […] Esse subsídio que a prefeitura está dando hoje é inviável. Meio bilhão no ano passado, R$ 350 milhões este ano.”
#NÃOBOM. Veja por quê: O candidato errou com uma diferença de mais de R$ 40 milhões no valor do subsídio repassado às empresas de ônibus em 2024. As empresas de Belo Horizonte receberam R$ 306,4 milhões como forma de concessão do sistema de transporte na capital mineira. No ano anterior, foram repassados R$ 512 milhões às empresas. Viana também apresentou discrepância de R$ 12 milhões no valor do período.
O decreto que determina a abertura dos valores foi publicado pela Prefeitura de Belo Horizonte, no Diário Oficial do Município. A decisão corresponde ao projeto de Lei 11.458, de 2023, que estabelece repasses anuais de subsídios ao setor de transportes descritos no Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG).
“Primeiro a questão do financiamento. Fui quem menos recebeu, ainda mais tarde, e a campanha teve dificuldade para começar. Isso impacta de forma muito forte a população que ainda não tomou a decisão. De acordo com o tempo de televisão: os meus colegas têm um minuto e meio. Eu tenho 27 segundos.”
A afirmação é #FAKE. Veja por quê: Consulta ao sistema de divulgação de candidaturas e contas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que Carlos Viana declarou renda de R$ 8 milhões. O valor está empatado com o valor declarado por Duda Salabert (PDT) e está acima do declarado por Rogério Correia (PT): R$ 5.250.000,00, Mauro Tramonte (Republicanos): R$ 4.695.447,00, Gabriel (MDB): R$ 3.218.301,89, Wanderson Rocha (PSTU): R$ 147.000,00 e Indira Xavier (Unidade Popular): R$ 10.615,29. Carlos Viana só recebeu menos receita que Bruno Engler (PL): R$ 10.667.000,00 e Fuad Noman (PSD): R$ 10.100.000,00.
A coligação de Carlos Viana tem de facto 27 segundos de tempo televisivo, um segundo a mais que Duda Salabert e abaixo de Bruno Engler (2’43), Fuad Noman (2’34), Rogério Corrêa (1’49), Gabriel (1’07) , Mauro Tramonte (0’50).
“As crianças de Belo Horizonte não são alfabetizadas na idade certa”
A afirmação é #FACT. Veja por quê: O Indicador Brasil Criança Alfabetizada, do Ministério da Educação, divulgado em junho de 2023, aponta que 57,6% dos alunos da capital mineira são considerados alfabetizados até o segundo ano do ensino fundamental, classificando a cidade no nível 2 de alfabetização, de uma escala de 1 a 5, onde no nível 5 foi alcançada a meta de 80% das crianças alfabetizadas até o segundo ano. O programa do governo federal pretende atingir 80% em todo o país até 2030. A taxa também está abaixo da média mineira de 60%.
“O Brasil é o quarto país em relação ao PIB em investimento em educação”
A afirmação é #FAKE: Eis o porquê: Segundo dados de 2020, os mais recentes para o Brasil do relatório “Gastos governamentais com educação, total (% do PIB)”, produzido pelo Banco Mundial com base em dados da UNESCO, o país ficou em 29º lugar no ranking de investimentos em educação no país. em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), com comprometimento de 5,7% do total produzido. Apesar disso, o ranking daquele ano contava com 198 países e o Brasil ficou acima de muitos considerados desenvolvidos, como França, Nova Zelândia, Austrália e Alemanha.
“Me dá índices de educação que melhoraram em Minas? Diga-me onde melhoraram as escolas mineiras?”
#NÃOBOM. Veja por quê: O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram, em agosto deste ano, os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2023 .
No Ideb 2023 para o ensino médio, Minas manteve o índice 4,0 alcançado na edição anterior, com aumento de desempenho (fluxo) de 0,84 em 2019 para 0,87 em 2023. Nas escolas estaduais mineiras, o Ideb caiu nos anos finais do ensino fundamental, passando de 5,0 em 2021 para 4,6 em 2023, porém houve melhora no desempenho, passando de 0,88 em 2019 para 0,92 em 2023. Além disso, nos resultados iniciais do ano, o índice passou de 6,0 para 6,2.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação afirmou que outra conquista é que Minas conseguiu um desempenho no Saeb superior à média nacional, nos anos iniciais do ensino fundamental. A nota de Minas foi 6,27 enquanto o país obteve resultado de 6,12.
O governo de Minas Gerais vinha afirmando que não é possível comparar os resultados de 2023 com os de 2021, devido aos desafios causados pela pandemia, como o ensino remoto e a aprovação automática para evitar a evasão escolar.
Segundo o balanço do primeiro mandato do governador Romeu Zema (NOVO), também houve expansão do Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI), com aumento de 12 mil para 91 mil vagas entre 2019 e 2022, e expansão de 77 para 91 mil vagas. 592 escolas oferecem horário integral. Os últimos dados disponíveis mostram que existem EMTI em 338 municípios. Em 2019, a modalidade era oferecida em apenas 67 cidades.
Ainda segundo a Secretaria de Estado de Educação, o programa Mãos à Obra na Escola, lançado pelo Governo de Minas Gerais em 2019 com o objetivo de revitalizar equipamentos escolares estaduais, já investiu cerca de R$ 1,3 bilhão, beneficiando 708 municípios de todas as regiões do estado. Até o momento, foram atendidas 2.326 escolas estaduais, com um total de 4.978 obras concluídas e outras em andamento.
“Minha crítica é sobre conquistas. Você pode me indicar um trabalho que o Zema fez em Minas Gerais, um trabalho que avançou de alguma forma em Minas Gerais?”
A afirmação é #FAKE: Eis o porquê: O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), tomou posse em janeiro de 2019 e foi reeleito para o segundo mandato em 2022. Segundo informações do governo mineiro, algumas obras já foram entregues. Entre elas, as obras de pavimentação da LMG-760, em agosto do ano passado.
A reforma do trecho, com aproximadamente 50 quilômetros de extensão, era aguardada pela população local há cerca de 40 anos. As intervenções fazem parte do Provias, programa do governo de Minas Gerais que é o maior pacote de obras rodoviárias da última década. São R$ 2 bilhões em investimentos diretos e 100 obras de pavimentação e recuperação de estradas espalhadas por todo o Estado. Até agosto de 2023, pelo menos 40 obras foram entregues dentro do projeto.
No balanço do primeiro mandato do governador Romeu Zema, a Secretaria de Infraestrutura destaca ainda que a carteira de concessões e Parcerias Público Privadas (PPPs) tornou-se a maior do país, totalizando 15 projetos estruturados e mais de R$ 20 bilhões em investimentos. Foram concluídas as concessões do Rodoanel Metropolitano, Metrô RMBH, Aeroporto da Pampulha, Mineirinho, Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Belo Horizonte), Lotes Rodoviários 1 (Triângulo Mineiro) e Lote 2 (Sul de Minas).
Procurada para uma posição, a Secretaria de Estado de Infraestrutura de Minas Gerais não respondeu à equipe do Fato ou Fake até a publicação desta reportagem.
Participaram desta verificação: Daniel Biasetto, Lucas Guimarães, Rayane Rocha, Giovanna Durães, Pedro Bohnenberger, Rodrigo Salgado, Rodrigo Rocha.
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