Varejistas brasileiros deve ir para Brasília abordar diretamente padrões mais rígidos envolvendo lei de apostas esportivas online, válido após 2025, devido a um possível efeito no consumo das empresas do setor, disse, nesta quinta-feira (29), o comando da Abras, maior entidade supermercadista do país.
A intenção é que, pela urgência do assunto, o assunto avance junto aos políticos da mesma forma que a polêmica em torno do crescimento do Mercados asiáticos, quando a portaria foi publicada com regras de atuação mais claras, ele disse ao Valor uma fonte que corresponda ao tema.
O Valor já havia antecipado, nesta terça-feira (27), que entre os associados do Abrir e o euDV, o principal instituto de varejolevantou-se a hipótese de criar possíveis limitações no uso de cartão de crédito e a liberação de empréstimos consignados (no recibo de pagamento) visando pagar dívidas com jogos. Isso poderia ser feito por meio de portarias a serem publicadas sobre o tema, mas exigiria negociação com os bancos, o que torna o debate mais complexo.
Em pesquisas internas, as redes identificaram que os funcionários estavam conseguindo empréstimos consignados, em parte, para jogar jogos online e pagar dívidas. Empresários do IDV já se reuniram com o vice-presidente Geraldo Alckmin tratando deste assunto, disse, esta semana, o CEO do Magazine Luiza, Frederico Trajano.
Segundo Márcio Milan, vice-presidente da Abras, a Frente de Comércio e Serviços (FCS), por meio do deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), já tem conhecimento do tema, e uma parte prioritária deste debate é discutir com interlocutores governamentais formas de “agilizar” o texto do lei de apostas.
“Hoje, às 16h, nos reuniremos com o conselho gestor e consultivo da Abras para avançarmos de forma mais efetiva para agilizar a discussão em Brasília, para que realmente tenhamos limitações de valores e publicidade”, disse Milan.
“O avanço das ‘apostas’ impacta toda a sociedade, principalmente as famílias mais pobres. Estamos apoiando a PEC que define mais restrições à publicidade de apostas, e orientando as empresas do setor a adotarem uma política rigorosa na seleção de agências de marketing e influenciadores, para serem mais responsáveis com essa questão”, disse.
“Escolheremos agências e influenciadores que valorizem a responsabilidade social e que não incentivem o jogo de forma irresponsável.” Segundo Milan, simplesmente informar, no final da campanha publicitária, para que o consumidor jogue com responsabilidade, não é suficiente. “Apenas dizer isso é difícil para quem espera ganho fácil”, disse ele.
Para os interlocutores das empresas de apostas, já existe um trabalho de comunicação a ser feito de forma transparente, de forma a reforçar que se trata de entretenimento para os jogadores. E esse aspecto já está sendo explorado com ainda mais clareza nas campanhas das marcas nas últimas semanas.
Além disso, acreditam que não existe uma relação direta comprovada entre o jogo e os efeitos no consumo, disse um porta-voz próximo da associação de apostas desportivas.
Preocupação com os ‘mais vulneráveis’
De acordo com decreto de julho, as empresas de apostas terão que identificar, qualificar e classificar o risco dos apostadores e reportar transações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão de combate à lavagem de dinheiro.
Para a associação, há preocupação em apostar por causa dos “mais vulneráveis”. Cerca de 30% dos apostadores são das classes C, D e E, o maior percentual entre as classes sociais, segundo Instituto Locomotiva.
Milan também falou sobre o efeito nas vendas. Ele disse que, devido à queda da inflação de alguns alimentos, “era esperado um consumo maior” em julho. No entanto, afirma que é necessário aguardar os próximos meses para ver se esta situação se repete, porque ainda não existe uma “avaliação eficaz” de que as apostas sejam a causa, apesar dos sinais nesse sentido dentro das empresas.
Comunicado da rede Assaí
“Existem empresas que já alertam seus funcionários sobre o efeito dos jogos em seus salários”, disse Milan. O Valor descobriu que o Rede Assaí enviou há poucos dias um comunicado aos funcionários alertando sobre “armadilhas” com apostas e jogos digitais.
Na semana passada, o governo federal recebeu 113 solicitações de 108 empresas de apostas que desejam operar no Brasil. Além disso, em junho, paralelamente ao avanço das apostas online, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou o projeto de lei que autoriza a operação de bingos e cassinos e regularizar jogatinacomo o jogo de animaise apostando no país. O assunto já foi encaminhado ao Senado Federal.
Em termos de jornal “O Globo”, O senador Irajá Abreu (PSD-TO), relator do projeto de lei que regulamenta os jogos e apostas no país, disse esta semana que o texto a ser discutido no Senado está “maduro” e pronto para ser votado até setembro.
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