O uso de um blockchain aberto e pronto como o Ethereum, com seu vasto efeito de rede por ser o primeiro protocolo para criação de contratos inteligentes no mundo criptográfico, será mais interessante como tendência do que a criação de diversas redes licenciadas com recursos especiais. Essa é a opinião de Paul Brody, líder global de blockchain da consultoria EY.
Na avaliação de Brody, assim como o modelo de uma “world wide web” única foi vencedor quando a internet se consolidou, o mesmo deverá ocorrer no mundo criptográfico. “Nos primórdios da internet existiam diversas intranets com recursos próprios, mas ter ‘funcionalidades’ diferentes na minha rede não é bom se nem todos puderem utilizá-la”, afirma. “A maioria das empresas pensa que precisa criar seu próprio blockchain, mas são os sistemas abertos que tendem a funcionar melhor. ”
Brody acredita que a tendência do futuro é que empresas e instituições financeiras interessadas em aproveitar os benefícios de programabilidade oferecidos pelos blockchains se conectem aos protocolos mais bem estabelecidos e com maior número de usuários. A ideia de cada um criar seu próprio blockchain do zero para ter controle sobre ele e implementar controles como garantir a privacidade é algo que não prosperaria no longo prazo.
A EY está atualmente participando do projeto piloto Drex, uma iniciativa do Banco Central (BC) para tokenizar a moeda brasileira e testar a trilha de redes de contabilidade distribuída (DLTs) para o sistema financeiro em um ambiente regulamentado. A principal contribuição da consultoria foi a disponibilização de sua solução de privacidade Starlight para que os participantes do projeto possam testar se é possível “ocultar” entre si transações realizadas dentro da rede escolhida pelo BC, a Hyperledger Besu. A exigência é fundamental para o lançamento do projeto, pois a total transparência das transações é algo que viola a lei brasileira de sigilo bancário.
Segundo Brody, as soluções de privacidade da EY, Starlight e Nightfall, aplicativo criado antes daquele que está sendo usado para o CBDC (moeda digital do banco central) do Brasil, poderiam ser aplicadas de diversas maneiras, mesmo que Drex não o utilize. eles. “Starlight e Nightfall foram construídos sem pensar em Drex. Todo acordo comercial consiste na troca de dinheiro por coisas. O Nightfall movimenta dinheiro e coisas, mas o problema é que impõe as mesmas exigências a todos os usuários”, explica. Brody diz que Starlight foi criado para permitir maior personalização.
Por fim, Brody destaca que o blockchain não é necessário para que as pessoas sejam bancárias, e que sistemas de pagamento instantâneo como o Pix e o UPI da Índia podem resolver esta questão da inclusão financeira de forma mais eficiente. A grande utilidade das redes distribuídas, segundo ele, é a programabilidade do dinheiro, ao colocar a moeda de liquidação e a propriedade da mercadoria em um único sistema, o que dispensa a necessidade de intermediários como cartórios. “Muitos dos desafios que os CBDCs podem resolver são de baixo custo, mas uma coisa que os CBDCs realmente trouxeram é uma resposta à imensa popularidade das stablecoins programáveis”, ressalta.
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