O tipo de corpo que cada indivíduo idealiza para si aos poucos deixa de ser um sonho e se materializa em uma realidade pelo menos acessível. Novos avanços na medicina estética surgem frequentemente, proporcionando novos tratamentos e melhorando os já existentes. Combater a gordura localizada é um deles. No Brasil, em particular, novos desenvolvimentos neste setor vêm ganhando apoio da população, que recorre cada vez mais a clínicas especializadas.
A razão número um para essa demanda é melhorar a autoestima. “Vemos um grande número de pessoas insatisfeitas com seus corpos e, como consequência, sofrendo de baixa autoestima. A extensão desse impacto na saúde emocional afeta os resultados profissionais e também a vida e as relações interpessoais dos indivíduos. Além disso, há um número crescente de pessoas obesas. Isso é muito preocupante”, analisa Karine Maia, médica biomédica especializada em estética facial e corporal avançada e saúde preventiva.
Na verdade, o país tem visto um aumento considerável na sua população obesa. O Ministério da Saúde estima que, igual ou superior a 30 kg/m², parâmetro mínimo para entrar na faixa de obesidade. Já o Atlas Mundial da Obesidade (WOF) 2024 aponta que, em 2020, havia mais de 15 milhões de crianças na mesma circunstância. Até 2035, ultrapassarão a marca de 20 milhões de crianças obesas.
No caso da gordura localizada, a inovação tecnológica mais recente no Brasil é o endolaser, tratamento que tem se mostrado muito eficaz nesse tipo de extração. Tanto que vem ganhando espaço e substituindo a cirurgia tradicional de lipoaspiração, principalmente pela segurança que proporciona aos pacientes devidamente avaliados e indicados para o procedimento. O tratamento é realizado através de uma fibra óptica inserida por via subcutânea, ou seja, sob a pele, onde os parâmetros do laser são escolhidos de forma subjetiva para cada área de tratamento.
“O laser vai entregar energia, enfraquecendo a estrutura molecular da gordura, chamada triglicerídeos. Ele decompõe as moléculas, cuja estrutura será metabolizada pelo fígado. A recuperação é mais rápida se comparada à lipoaspiração”, compara Karine Maia.
A biomédica revela ainda que o laser traz outra vantagem: seu efeito térmico ativa a produção de fibras de colágeno e elastina, essenciais para manter a elasticidade e firmeza da pele. “Em outras técnicas, existe o risco da pele ficar flácida após o procedimento. O endolaser reduz significativamente o risco de complicações graves, e também ativa a solução para combater uma possível flacidez”, argumenta.
Karine Maia destaca que o tratamento é eficaz principalmente em áreas específicas como abdômen, coxas e braços. A modelagem corporal, que realiza os sonhos de muitas pessoas, é feita com alto nível de precisão por meio do laser. Porém, alerta, é muito importante que o tratamento seja realizado por um profissional qualificado. “Estamos falando de equipamentos com potência de alta precisão, e que realizam um processo de quebra. Portanto, o resultado só será o desejado com base na qualidade de quem realiza o tratamento”, alerta.
Porém, ela afirma que cada caso é específico e os desejos do paciente devem estar alinhados com as possibilidades que o procedimento oferece. “O primeiro passo é conversar com esse profissional, saber quais são os limites do endolaser e até que ponto o tratamento vai atingir o resultado esperado. Oferece resultados bastante eficazes, mas não baseados em milagres. É preciso primeiro entender as circunstâncias e finalidades do tratamento”, finaliza.
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