Fazer transferências e pagamentos de valores sem envolver cédulas é a forma mais conhecida de usar o pix. Mas desde 2021, o meio de pagamento instantâneo conta com a possibilidade de sacar dinheiro em locais como lojas, casas lotéricas e caixas eletrônicos. Eles são chamados saque de fotos e a alterar foto.
O avanço dos “filhos mais novos” vem acontecendo, ainda que de forma mais tímida do que o do “irmão mais velho” puramente digital. Mesmo assim, a sua utilização garante um importante fluxo de utilizadores para as redes ATM.
As estatísticas do Pix mostram que até junho foram realizadas 7,4 milhões de transações de saque ou troca de pix. Os recursos foram usados 1.307.757 vezes só no mês passado. Isso representa 24,77% do total de 5.278.327 transações pix realizadas somente em junho.
Ambos chegam à população por meio de agentes de saque, estabelecimentos comerciais, casas lotéricas, caixas eletrônicos; e por prestadores de serviços de saque, como bancos e instituições financeiras que oferecem contas aos usuários e seus próprios caixas eletrônicos.
No caso de estabelecimentos comerciais, para fazer saque por pix basta ler um QR Code e fazer um pix da conta do usuário para a conta do local que oferece o serviço. Nós já terminais de autoatendimentobasta o usuário ir até um caixa eletrônico, escolher a transação pix no terminal, inserir o valor do saque, abrir o aplicativo do seu banco e escanear o código QR na tela.
Segundo o Banco Central, até junho 6,7 milhões de transações estavam em caixas eletrônicos compartilhados ou correspondentes (como casas lotéricas), 700 mil em estabelecimentos comerciais e 3,5 mil em caixas eletrônicos próprios. Em termos de valor, são R$ 1,8 bilhão retirado, sendo R$ 1,6 bilhão em caixas eletrônicos compartilhados ou correspondentes, R$ 100 milhões em estabelecimentos comerciais e 1,4 milhão em caixas eletrônicos próprios.
Os números estão dentro das expectativas do Banco Central.
“A funcionalidade de saque e troco é marginal dentro da estratégia geral do pix, tendo sido desenvolvida para facilitar a retirada de recursos principalmente em áreas do país com pouca estrutura de agências bancárias e caixas eletrônicos e para bancos/fintechs digitais que não possuem infraestrutura para fazer disponibiliza acesso a dinheiro para seus clientes”, afirma a autoridade em nota.
No balanço parcial do ano, as perspectivas para as redes ATM também são positivas. A Saque e Pague, empresa de soluções financeiras, registrou crescimento de 45% nas transações de saque via pix em seus terminais no primeiro semestre de 2024.
Paulo César Pinheiro, executivo da Saque e Pagueavalia que esses números mostram que as urnas ainda trazem segurança ao público.
“A tecnologia bancária está cada vez mais avançada e auxilia o público nas mais variadas transações financeiras. Porém, há regiões e serviços que ainda precisam de cédulas físicas para impulsionar as economias locais e manter o poder de compra da população.”
O crescimento dos saques via pix foi significativo em todas as regiões. O Centro-Oeste se destacou, representando um aumento de 222% nas transações. O Norte aparece na segunda posição, com 109% mais operações neste semestre. O Sudeste cresceu 71% em relação ao mesmo período do ano passado, seguido pelo Nordeste, com 51%, e pelo Sul, com 39%. Porém, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul representam mais de 78% das transações nos terminais de Saque e Pague neste ano.
“O dinheiro físico também se torna necessário em situações emergenciais, como as chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul em maio e impossibilitaram o uso de terminais eletrônicos. A tendência é que as operações continuem crescendo para que todas as regiões possam ser atendidas de acordo com suas necessidades”, afirma o executivo da empresa, que está presente em mais de 500 cidades e conta com três mil pontos de atendimento.
Mesmo com a agenda evolutiva do pix, que prevê novas versões, como o pix de aproximação e o pix automático, o Banco Central não vê a retirada do pix e o troco perdendo espaço. “Um dos objetivos do pix é aumentar o uso dos meios eletrônicos de pagamento. Porém, é importante ter uma infraestrutura que permita que a população que queira continuar usando o dinheiro tenha acesso de forma fácil, barata e segura .”
Esta semana, o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Netoesteve em evento no Rio de Janeiro, onde negou que a autoridade monetária queira acabar com a emissão de moeda.
“Não queremos acabar com papel-moeda. Muitas pessoas ainda recebem seus salários em papel-moeda. Sim, houve redução do papel-moeda, mas o objetivo não era acabar com isso. Contas digitalizadas vieram ajudar [e não para acabar com papel moeda]”, destacou, comentando principalmente que pessoas das classes D e E ainda recebem salário fisicamente.
Marcos Pedroso, gerente de desenvolvimento de Parcerias e Plataformas Abertas da TecBanacrescenta que soluções como o saque via pix apoiam a gestão do varejo por meio da integração entre o físico e o digital.
“O varejista, além da bonificação pelos saques atendidos, pode aumentar o fluxo de clientes na loja, ao mesmo tempo em que potencializa a recirculação do dinheiro e reduz o volume de dinheiro em caixa. Isso facilita o relacionamento entre estabelecimentos e clientes e melhora cada vez mais a experiência de acesso ao dinheiro para diferentes perfis de brasileiros.“.
Segundo Pedroso, o saque pix da TecBan está disponível em mais de 500 estabelecimentos. Nessas localidades não é cobrada taxa de transação para saques realizados em lojas.
Limites de valor e tempos de retirada
Na retirada do pix, o dinheiro é o valor do pix que você fez. Na alteração do pix, o valor é a diferença entre o valor total do pix e o valor da compra que você realizou. Por exemplo, em um salão de beleza, o usuário pode fazer um Pix de R$ 100 para pagar serviços que custam a metade do valor. O troco de R$ 50 será devolvido em dinheiro. Na padaria, na compra de pão no valor de R$ 10, um pix de R$ 20 exigirá que a padaria devolva R$ 10 em notas ou moedas. A transferência da conta do pessoal também ocorre através da leitura de um QR Code único.
O limite de saque é de R$ 3 mil durante o dia e R$ 1 mil à noite.
Quem possui uma chave Pix pode reduzir os limites do serviço se preferir por questões de controle financeiro ou de segurança. O Banco Central reforça que o limite de transações deve seguir o valor máximo estipulado para o recurso pix. Ou seja, quem tiver limite de pix de R$ 400 e limite de saque de R$ 500 durante o dia não conseguirá finalizar a operação.
Os valores também não são cumulativos, ou seja, quem tem limite de pix de R$ 400 e limite de saque de R$ 300 durante o dia não poderá fazer troco de pix de R$ 700, pois o total é superior ao limite pix a partir de R$ 400.
O Banco Central garante até quatro saques grátis pelo canal ATM e até oito saques grátis via pix. Mas a instituição pode optar por deduzir desse total até quatro saques essenciais gratuitos. Em relação às pessoas jurídicas, a cobrança de taxas é possível a partir da primeira transação. Isto porque as instituições financeiras ou de pagamento têm autonomia para definir a sua política comercial com os seus clientes.
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