O Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), criticou nesta sexta-feira (12) as supostas ações ilegais da Agência Brasileira de Inteligência (Um balde) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), investigado pela Polícia Federal. Pacheco afirmou que os envolvidos na criação de uma “Abin paralela”, utilizada em ações irregulares contra ministros do Tribunal de Justiça Federal (STF), políticos, ministros e jornalistas, são “traidores do país”.
“O que está acontecendo, o que aconteceu na Abin, é muito grave”, disse Pacheco, ao participar do 19º Congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em São Paulo. “O que aconteceu na Abin foi uma deslealdade com a sociedade brasileira”, disse ele. Ontem, uma operação da Polícia Federal revelou ações ilegais da Abin para investigar membros do Judiciário, Congresso e jornalistas, além de produzir desinformação para desacreditar o sistema eleitoral brasileiro.
Pacheco disse que a Abin tinha um “uso clandestino e marginal para perseguir pessoas”. “Se o que aconteceu na Abin se confirmar, é algo gravíssimo. Eles são traidores do país”, disse ele. “A rigor, os próprios integrantes da Abin, que são corretos e honestos, e a própria liderança da Abin, em algum momento, podem ter sido traídos por esse grupo que se criou para poder desviar suas funções”, disse o senador. “Em outros tempos já se disse que eles são louco quem faz isso.”
Questionado se o Congresso descumpriu sua prerrogativa de fiscalizar a Abin, Pacheco negou e afirmou que “houve uma sofisticação” na capacidade de “contaminar uma instituição como a Abin”.
No Senado, o Comissão Conjunta para Controle de Atividades de Inteligência tem a prerrogativa de “realizar o controle externo e a supervisão das atividades de inteligência e contrainteligência”, entre outras funções. Em outubro, a comissão repudiou o uso político da Abin, após a operação “Last Mile” da Polícia Federal, que cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra funcionários do órgão.
O presidente do Senado foi questionado sobre propostas que interferem nos trabalhos do Supremo Tribunal Federal (STF), defendidas principalmente por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, como o impeachment de ministros da Corte. Pacheco disse que “ideias inconstitucionais” não terão apoio no Senado.
“Não estamos falando de impeachment de ministro do STF ou do poder do Congresso de rever decisões do STF. São ideias inconstitucionais, que não vão repercutir em mim”, disse.
Pacheco, porém, defendeu a PEC 8/2021, que limita decisões individuais de ministros e pedidos de revisão do STF. Segundo o senador, é uma forma de preservar as decisões colegiadas. A PEC proíbe a concessão de decisão monocrática que suspenda a eficácia de lei ou ato normativo de efeito geral ou que suspenda atos do Presidente da República, do Senado, da Câmara ou do Congresso Nacional.
Pacheco também defendeu mandatos para ministros do STF e afirmou ser a favor do fim da reeleição no Executivo. “A reeleição não foi boa para o Brasil”, disse ela.
Questionado sobre o debate sobre aborto no Congresso, marcado recentemente pela tramitação de projeto na Câmara que equipara o aborto em gravidez avançada ao crime de homicídio, mesmo nos casos previstos em legislação, Pacheco disse “discordar totalmente” e afirmou que o texto não deve “evoluir em hipótese alguma” no Senado.
“Não faz qualquer sentido, nem humano nem legal”, disse ele. “Equacionar a prática do aborto com o crime de homicídio foge a qualquer razoabilidade jurídica e política”, afirmou.
PEC da participação militar na política
Pacheco disse querer ver a PEC 42/2023, que estabelece condições para militares concorrerem a cargos políticos, ser votada no Senado no segundo semestre deste ano. Ao colocar-se como “defensor do mérito desta proposta de alteração à Constituição”, o presidente afirmou que quem a defende está “à procura do melhor momento para a ver aprovada” e que “houve um pedido de ambas as partes para fazer uma sessão de debate que incluísse as Forças Armadas”.
“Defendo que em algum momento deste segundo semestre deveríamos colocar [a PEC] votar e ter o resultado, aprovar ou rejeitar”, disse Pacheco. Questionado sobre seu comprometimento com o comunicado, ele afirmou que submeterá o assunto ao grupo de líderes da Câmara antes de colocá-lo em votação.
*estagiária sob supervisão de Fernanda Godoy
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