“Nada do que foi será como era antes”? Talvez essa seja uma das dúvidas que tem circulado entre os investidores que querem investir no Tesouro Direto nos últimos dias. Hoje, segunda-feira (12), taxas de juros de títulos de todas as modalidades continuam caindo, mantendo movimento da última sessão.
As taxas de juros dos títulos prefixados estão cada vez mais distantes do patamar de 12%, que haviam atingido e ameaçavam ultrapassar nos últimos dias, e as vinculadas à inflação saíram do rendimento real de 6%.
As taxas do papel seguem a tendência das taxas de juros futuras, que se ajustam a uma queda constante. Declarações mais duras do diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, permanecem no radar dos participantes do mercado e ajudam a aliviar as preocupações sobre uma autoridade monetária mais branda com a inflação no futuro.
Assim, Há avaliação no mercado de que uma postura mais conservadora deve ser mantida no curto prazo, com efeitos mais positivos no longo prazo. Portanto, a expectativa é que a inflação seja controlada com juros elevados por mais tempo.
Ao longo da semana, declarações do presidente e do diretor do Banco Central deverão repercutir nesse sentido.
Além disso, oAs expectativas para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2024 foram elevadas pelo Boletim Focus divulgado hoje — mas as estimativas para esse indicador em 2025 foram reduzidas. A previsão para a Selic ao final de 2024 e 2025 permaneceu estável. O relatório semanal reúne previsões para os indicadores econômicos mais importantes do Brasil.
Por volta das 11h30, os juros dos títulos do Tesouro IPCA 2029 são os que pagam mais, 5,96%. O título mais longo, com vencimento em 2055, oferece taxa de 5,89% na sessão de hoje. Em geral, Os analistas não recomendam estender muito o investimento, principalmente quando um papel mais curto rende mais ou muito próximo do mais longo. No caso daqueles ligados à inflação, o título ainda cumpre a função de proteger a carteira contra a alta dos preços, sendo o preferido dos analistas (e investidores) nos últimos meses.
Entre os pré-fixados, o papel com vencimento em 2031 paga juros de 11,58% ao mesmo tempo. Todos os títulos da modalidade ofertaram abaixo dos 12% vistos nas últimas semanas. Mesmo em queda, o papel continua recomendado por oferecer o que é projetado para a Selic no período. Deve-se ter cautela quanto ao prazo e volume investido neste caso.
Vale lembrar que as taxas e os preços dos títulos são inversamente proporcionais. O que significa que, tanto nos títulos prefixados quanto nos indexados ao IPCA, quanto maior a taxa, menor o preço e vice-versa. Quando as taxas sobem, portanto, apesar de ser uma boa notícia para quem vai investir — pois garante maior rentabilidade se mantiver o investimento até o vencimento, o valor de mercado dos títulos diminui, o que implica uma perda temporária para quem possui os títulos na carteira.
Desempenho do Tesouro Direto nesta segunda-feira (08/12)
Título | Rentabilidade anual | Investimento mínimo | Preço unitário | Maturidade |
Tesouro Prefixado 2027 | 11,43% | R$ 30,92 | R$ 773,17 | 01/01/2027 |
Tesouro Prefixado 2031 | 11,58% | R$ 34,92 | R$ 498,94 | 01/01/2031 |
Tesouro Prefixado com juros semestrais 2035 | 11,39% | R$ 37,37 | R$ 934,44 | 01/01/2035 |
Tesouro Selic 2027 | SELIC + 0,0745% | R$ 151,75 | R$ 15.175,88 | 01/03/2027 |
Tesouro Selic 2029 | SELIC + 0,1473% | R$ 151,03 | R$ 15.103,75 | 01/03/2029 |
Tesouro IPCA+ 2029 | IPCA + 5,96% | R$ 32,83 | R$ 3.283,20 | 15/05/2029 |
Tesouro IPCA+ 2035 | IPCA + 5,81% | R$ 47,18 | R$ 2.359,49 | 15/05/2035 |
Tesouro IPCA+ 2045 | IPCA + 5,96% | R$ 39,20 | R$ 1.306,83 | 15/05/2045 |
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2035 | IPCA + 5,84% | R$ 44,41 | R$ 4.441,95 | 15/05/2035 |
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2055 | IPCA + 5,89% | R$ 44,63 | R$ 4.463,84 | 15/05/2055 |
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