O último relatório de emprego da Estados Unidosmais conhecido como “folha de pagamento”, era uma ducha de água fria no mercado: para quem não lembra, o país desacelerou nas vagas de emprego em julho e a taxa de desemprego subiu. Os números soaram como um alerta ao mercado, que passou a considerar a possibilidade de recessão e questionar se a Reserva Federal (o Fed, banco central americano) Está demorando muito para reduzir as taxas de juros lá.
Imediatamente, o mercado (global) reagiu com aversão ao risco. E aqui não seria diferente. Além de derrubar o Ibovespa e levar o dólar para cima, as negociações de títulos públicos chegaram a ser suspensas por dias consecutivos. Somente o Tesouro Selic poderia ser comprado ou vendido no mercado primário.
Mas por que as ações do Tesouro Direto caíram tanto? Por que o fluxo de investimentos em países emergentes, como o Brasilestá diretamente ligado ao que acontece na maior e mais segura economia do mundo. Para você ter uma ideia, temores de recessão fizeram com que os títulos dos EUA despencassemum movimento que tende a atrasar os resgates e aumentaria os investimentos em títulos brasileiros.
Quando as taxas de juros estão altas nos EUA, os investidores preferem fazer investimentos onde se sentem mais seguros, que é exatamente nos EUA, em vez de correrem riscos nas incertezas deste lado.
É verdade que, dias depois, investidores desmantelaram a tenda anti-recessão. Após o aumento mais forte do que o esperado nas vendas no varejo nos EUA e uma queda inesperada nos pedidos de desemprego na semana passada, o medo do mercado diminuiu, abrindo espaço para um forte apetite pelo risco — mesmo que a resiliência da economia dos Estados Unidos leve o banco central americano a reduzir as taxas de juro de forma mais contida nos próximos meses.
Mesmo assim, vale ficar de olho no que vai acontecer por lá. Há expectativa de mudança de rota a partir de setembro.
Apesar das interrupções e interrupções dos últimos dias, As taxas de juros oferecidas pelo Tesouro Direto ainda estão em níveis considerados atrativos pelos analistas. Para o Santander, Agora é a hora de comprar Tesouro IPCA+ 2035. O banco explica que, apesar da pressão sobre a inflação brasileira no horizonte, o investidor estaria protegido contra aumentos de preços, pois o título paga IPCA mais taxa fixa, e o prazo é razoável, sem grandes emoções no caminho.
Além disso, a queda nas taxas de juros futuras nos Estados Unidos pode favorecer a renda fixa no Brasil no curto prazo. Mas a escolha do termo cabe ao investidor, afinal, pensando no objetivo daquele investimento.. A maior orientação é não estender muito o investimento pois as taxas de curto e longo prazo estão próximas.
O Itaú recomenda estender um pouco mais o investimento. Para o banco, títulos com vencimento em 2045 são boa alternativa para carteira de quem pensa no longo prazojá que o investidor consegue travar o investimento a uma taxa significativa durante um longo período.
Vale lembrar que é natural que os títulos de renda fixa apresentem flutuações ao longo do tempo, mas quando transportado até o vencimento, o valor resgatado pelo investidor será o valor inicial mais o rendimento acumulado do período.
Atualmente, o Tesouro IPCA vem oferecendo taxas de juros acima de 6% de rentabilidade real (descontada a inflação) e o Tesouro Prefixado tem ficado em torno de 12%.ambos considerados níveis atrativos para quem deseja comprar.
“Quando tivermos Títulos do Tesouro pagando IPCA mais 5% ou 6%, podem ser uma ótima oportunidadedo ponto de vista do crescimento monetário real e de longo prazo acima da inflação. No geral, com muitas incertezas pela frente, é melhor buscar lucro com proteção e um retorno de 6% acima da inflação é considerado robusto”, diz o consultor financeiro Luciana Ikedo.
Para aqueles prefixadoo ideal é que o investidor seja mais tático. Por outras palavras, começar a ver o stress orçamental interno como uma oportunidade de compra, mas não com tanto impulso. A recomendação vem do responsável pela alocação da área de pesquisa do XP, Rodrigo Sgavioli.
E eu já comprei, é hora de vender?
A resposta a esta pergunta é quase unânime: não.. Os analistas recomendam unanimemente que, se possível, o investidor que já tem ações no Tesouro Direto antes mesmo da alta das taxas nos últimos meses, leve até o vencimento para não sofrer grandes perdas.
Vale destacar que taxas e preços de títulos são inversamente proporcionais. O que significa que, tanto nos papéis prefixados como nos indexados ao IPCA, quanto maior a taxa, menor o preço e vice-versa. Quando as taxas sobemportanto, apesar de ser boas notícias para quem vai investir — como garante maior rentabilidade se você mantiver o investimento até o vencimento, o valor de mercado dos títulos diminui, o que implica uma perda temporária para quem já possui os títulos em carteira.
A dinâmica inversamente proporcional entre as taxas de juros de mercado e os preços dos títulos é chamada de “marcação a mercado”, modelo que mede o investimento pelo valor que o investidor teria se resgatasse naquele dia. Pode ser positivo ou negativo, dependendo do cenário econômico e das taxas em que ele investiu.
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