Se no mês passado a maioria dos títulos públicos terminou em território positivo, em agosto não houve nenhum negativo para contar a história. Os últimos trinta dias foram repletos de intensas discussões sobre a trajetória das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos. sobe mais? Mantém? Corte? Só setembro dirá.
Por enquanto, o que está no horizonte para quem investe no mercado de títulos públicos é a expectativa de corte americano e nevoeiro brasileiro.
Aqui é verdade que o aumento da taxa básica de juros é praticamente um dado adquirido na visão do mercado. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, garantiu que está pronto para trazer a inflação de volta à meta e que, “se houver” mesmo aumento da Selic, isso deverá acontecer “de forma gradativa”.
As maiores apostas do Termômetro Valor Investe Copom são alta de 0,25 ponto percentual na próxima reunião.
Para proteger a carteira do que vem pela frente, os analistas recomendam que os investidores apostem no Tesouro IPCA —não à toa, o papel mais demandado pelos investidores nos últimos meses, desbancando o lugar que foi consolidado pelo Tesouro Selic.
A recomendação do Santander é alocar o Tesouro IPCA+ com prorrogação de médio prazo, com vencimento em 2035. Para o banco, diante do cenário, mais importante do que aproveitar o retorno real médio de 6% (acima da inflação), é proteger sua carteira contra preços crescentes.
O Inter aponta os títulos prefixados como uma boa oportunidade para os investidores, desde que aplicados no curto prazo e com cautela em relação ao volume. Atualmente, as cotas da modalidade têm vencimento em 2027, 2031 e 2035.
O destaque entre os aumentos foi o Tesouro Prefixado, cuja maioria dos vencimentos fechou com rentabilidade positiva acima de 1%. O papel com prazo para 2031 encerrou agosto com alta de 1,63%. O mesmo título pagava 12,25% ao ano no último dia do mês.
Entre os vinculados à inflação, o mês de agosto também foi de alta, inclusive para os títulos com prazos mais longos, geralmente aqueles que mais sofrem com a volatilidade. O título com pagamento de juros semestrais com vencimento em 2045 encerrou o mês com rentabilidade positiva de 0,67%.
A marcação a mercado pode trazer muita volatilidade para investir no Tesouro Direto. Tanto pelo lado bom, aumentando seu retorno potencial, quanto pelo lado negativo, abrindo espaço para perdas.
No entanto, esta oscilação atinge apenas os investidores que resgatam os seus investimentos antes do final do prazo “acordado” com o governo. Se você levar o título até o vencimento, o retorno acordado no momento da compra fica garantido.
O que esperar em setembro?
No mês que vem acontece mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a primeira depois que o diretor de política monetária, Gabriel Galípolo, foi indicado pelo presidente Lula para substituir Roberto Campos Neto a partir do próximo ano.
Nas últimas semanas, Galípolo tem demonstrado comprometimento com o cumprimento da meta de inflação, sem descartar que, para isso, haverá aumento da Taxa Selic. O mercado continua cauteloso com o novo nome por receio de que a independência da autoridade monetária esteja em risco. A decisão do Copom, acompanhada do tom do comunicado e da forma como será votado é uma das grandes expectativas para setembro.
Na primeira semana do mês, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) divulga o Livro Bege, que deverá dar sinais, ou reafirmar, sobre os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos.
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