Após a alta dos juros oferecidos pelos títulos do Tesouro Direto na semana passada, as taxas começam a subir esta semana, mas em ritmo mais lento. Nesta segunda-feira (29), pré-reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para decidir o futuro dos juros básicos no Brasil, as ações têm alta tímida.
Hoje, Outro Boletim Focus, do Banco Central, mostrou aumento na projeção mediana para o IPCA em 2024 pela segunda semana consecutiva, agora com inflação de 4,10% no final do ano. Para 2025, o Focus aponta agora taxa de 3,96%, acima dos 3,90% da projeção anterior. O mercado também elevou a cotação esperada para o dólar nos próximos dois anos, para R$ 5,25, mas manteve a projeção para 2024 em R$ 5,30.
O mercado também aguarda decisões do BC americano, BoJ, Bank of England (BoE) e outros importantes bancos centrais ao redor do mundo.
As decisões sobre taxas de juros no Brasil e no exterior, especialmente nos Estados Unidos, influenciam os títulos públicos porque, dependendo do cenário, as taxas oferecidas no Tesouro Direto precisam continuar atrativas. E aqui a expectativa é que o Copom mantenha o nível atual de juros, em 10,5%.
Ou seja, com taxas de juros de dois dígitos, os títulos prefixados tendem a oferecer mais. Por volta das 11h45, o Tesouro Prefixado com vencimento em 2031 apresentava rentabilidade de 12,28%, acima do que pagou na última sessão.
Entre os vinculados à inflação, o papel mais curto, portanto mais influenciado pela política monetária recente, permanece estável, pagando 6,41%. Um papel mais longo, como o Tesouro IPCA+ 2045, sobe e paga, ao mesmo tempo, 6,35%. Estas obrigações mais longas estão mais ligadas às taxas de juro futuras, que actualmente estão a subir em massa.
Em geral, os títulos atrelados à alta de preços têm sido os preferidos dos analistas diante do cenário de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, pois cumprem a função de proteção da carteira.
Vale lembrar que as taxas e os preços dos títulos são inversamente proporcionais. O que significa que, tanto nos títulos prefixados quanto nos indexados ao IPCA, quanto maior a taxa, menor o preço e vice-versa. Quando as taxas sobem, portanto, apesar de ser uma boa notícia para quem vai investir — pois garante maior rentabilidade se mantiver o investimento até o vencimento, o valor de mercado dos títulos diminui, o que implica uma perda temporária para quem possui os títulos na carteira.
Desempenho dos títulos do Tesouro Direto nesta segunda-feira (29)
Título | Rentabilidade anual | Investimento mínimo | Preço unitário | Maturidade |
TESOURO PREFIXADO 2027 | 11,98% | R$ 30,43 | R$ 760,75 | 01/01/2027 |
TESOURO PREFIXADO 2031 | 12,28% | R$ 33,41 | R$ 477,33 | 01/01/2031 |
TESOURO PREFIXO com juros semestrais 2035 | 12,08% | R$ 35,75 | R$ 893,97 | 01/01/2035 |
TESOURO SELIC 2027 | SELIC + 0,0819% | R$ 151,13 | R$ 15.113,10 | 01/03/2027 |
TESOURO SELIC 2029 | SELIC + 0,1478% | R$ 150,43 | R$ 15.043,34 | 01/03/2029 |
TESOURO IPCA+ 2029 | IPCA + 6,41% | R$ 32,04 | R$ 3.204,17 | 15/05/2029 |
TESOURO IPCA+ 2035 | IPCA + 6,23% | R$ 45,03 | R$ 2.251,98 | 15/05/2035 |
TESOURO IPCA+ 2045 | IPCA + 6,35% | R$ 36,18 | R$ 1.206,18 | 15/05/2045 |
TESOURO IPCA+ com juros semestrais 2035 | IPCA + 6,26% | R$ 42,85 | R$ 4.285,81 | 15/05/2035 |
TESOURO IPCA+ com juros semestrais 2040 | IPCA + 6,19% | R$ 43,55 | R$ 4.355,32 | 15/08/2040 |
TESOURO IPCA+ com juros semestrais 2055 | IPCA + 6,28% | R$ 42,18 | R$ 4.218,87 | 15/05/2055 |
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