Ainda hoje, declarações do presidente e do diretor do Banco Central reforçaram a ideia de juros altos por mais tempo, para controlar a inflação, se necessário. Há avaliação no mercado de que uma postura mais conservadora deve ser mantida no curto prazo.
A queda acentuada do sentimento económico na Alemanha também volta a gerar receios sobre uma desaceleração mais intensa da economia global, o que também fez com que os títulos americanos pagassem menos esta terça-feira.
E se a maior e mais segura economia do mundo paga menos, os juros dos títulos brasileiros ficam menos pressionados a pagar mais.
Por volta das 12h30, os juros dos títulos do Tesouro IPCA 2029 são os que pagam mais, 5,99%. O título mais longo, com vencimento em 2055, oferece taxa de 5,92% na sessão de hoje. Em geral, os analistas não recomendam estender muito o investimento, principalmente quando uma ação mais curta rende mais ou muito próxima da mais longa.. No caso daqueles ligados à inflação, o título ainda cumpre a função de proteger a carteira contra a alta dos preços, sendo o preferido dos analistas (e investidores) nos últimos meses.
Entre as taxas pré-fixadas, o papel com vencimento em 2031 paga juros de 11,60% na mesma data. Todos os títulos da modalidade ofertaram abaixo dos 12% vistos nas últimas semanas. Mesmo em queda, o papel continua recomendado por oferecer o que é projetado para a Selic no período. Deve-se ter cautela quanto ao prazo e volume investido neste caso.
Vale lembrar que as taxas e os preços dos títulos são inversamente proporcionais. O que significa que, tanto nos títulos prefixados quanto nos indexados ao IPCA, quanto maior a taxa, menor o preço e vice-versa. Quando as taxas sobem, portanto, apesar de ser uma boa notícia para quem vai investir — pois garante maior rentabilidade se mantiver o investimento até o vencimento, o valor de mercado dos títulos diminui, o que implica uma perda temporária para quem possui os títulos na carteira.
Desempenho do Tesouro Direto nesta terça-feira (13)
Título | Rentabilidade anual | Investimento mínimo | Preço unitário | Maturidade |
Tesouro Prefixado 2027 | 11,47% | R$ 30,91 | R$ 772,84 | 01/01/2027 |
Tesouro Prefixado 2031 | 11,60% | R$ 34,90 | R$ 498,59 | 01/01/2031 |
Tesouro Prefixado com juros semestrais 2035 | 11,43% | R$ 37,30 | R$ 932,67 | 01/01/2035 |
Tesouro Selic 2027 | SELIC + 0,0751% | R$ 151,81 | R$ 15.181,66 | 01/03/2027 |
Tesouro Selic 2029 | SELIC + 0,1478% | R$ 151,09 | R$ 15.109,43 | 01/03/2029 |
Tesouro IPCA+ 2029 | IPCA + 5,99% | R$ 32,79 | R$ 3.279,98 | 15/05/2029 |
Tesouro IPCA+ 2035 | IPCA + 5,82% | R$ 47,15 | R$ 2.357,93 | 15/05/2035 |
Tesouro IPCA+ 2045 | IPCA + 5,98% | R$ 39,06 | R$ 1.302,21 | 15/05/2045 |
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2035 | IPCA + 5,85% | R$ 44,40 | R$ 4.440,15 | 15/05/2035 |
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2055 | IPCA + 5,92% | R$ 44,47 | R$ 4.447,27 | 15/05/2055 |
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