A taxa de analfabetismo dos quilombolas era de 18,99% em 2022, mais que o dobro da média do país, de 7%. É o que informou nesta sexta-feira (19) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa “Censo Demográfico 2022 Quilombolas: Alfabetização e características dos domicílios, segundo setores territoriais específicos – Resultados do universo e Localidades Quilombolas”.
- Em mapeamento inédito, Censo do IBGE contabiliza 8.441 localidades quilombolas no país
A taxa de analfabetismo representa a parcela de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever pelo menos um simples bilhete no idioma que conhecem.
O estudo anunciado é um trecho do Censo Demográfico 2022. Esta edição mediu pela primeira vez a população quilombola do país, na perspectiva de uma operação censitária. Segundo o IBGE, foram registrados 192.715 quilombolas não alfabetizados com mais de 15 anos ou mais.
Desse contingente de analfabetos, apurado pelo IBGE, 24.136 vivem em territórios quilombolas e 168.579 vivem fora dos territórios comunitários, informou ainda o instituto.
No estudo, os pesquisadores do IBGE alertaram que a taxa de analfabetismo dos quilombolas com 15 anos ou mais, quando comparada à mesma taxa da população total residente no Brasil, também com pelo menos 15 anos, era maior em todas as faixas etárias.
E a taxa de analfabetismo entre os quilombolas também é maior, dependendo da idade, informaram ainda os pesquisadores do instituto. Entre os quilombolas com mais de 65 anos ou mais, a taxa de analfabetismo é de 53,93%. Essa taxa é mais que o dobro da média nacional para a mesma faixa etária no país, que era de 20,25%.
O IBGE também constatou que a taxa de analfabetismo entre os idosos é maior nos territórios quilombolas oficialmente delimitados. Foi de 57,15% para pessoas com 65 anos ou mais. Fora dos territórios, é de 53,51%.
Entre os quilombolas, os homens têm maior taxa de analfabetismo que as mulheres, revelou também o IBGE. Entre a população quilombola masculina, a taxa foi de 20,89% e, entre as mulheres, a taxa foi de 17,11%.
Por estado, a maior taxa de analfabetismo entre os quilombolas foi registrada em Alagoas (29,77%). O menor foi registrado no Distrito Federal, 1,26%.
Marta de Oliveira Antunes, pesquisadora do instituto, também detalhou que 81,58% dos municípios quilombolas têm taxa de analfabetismo entre quilombolas acima da população residente. Além disso, 20,26% dos municípios quilombolas apresentam diferenças acima de 10 pontos percentuais entre a taxa de analfabetismo dos quilombolas, quando comparada à população residente no município.
Assim, a disparidade entre o maior analfabetismo entre os quilombolas em comparação com a população residente é visível nos dados, destacou Antunes. “Os dados refletem um distanciamento entre a população residente e os quilombolas em termos de alfabetização”, afirmou.
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