O Ministro das Finanças, Fernando Haddad, anunciou que a via financeira do G20 chegou a um consenso para uma declaração final após a reunião desta semana de ministros das finanças e presidentes de bancos centrais no Rio.
Além disso, há um acordo de cooperação em matéria de tributação internacional e um texto da presidência brasileira sobre questões geopolíticas.
Haddad destacou que há “várias menções explícitas” à tributação dos super-ricos, proposta da presidência brasileira do G20. Alguns países, no entanto, opõem-se à tributação dos super-ricos, mas foi alcançado um acordo a favor da tributação progressiva, que inclui um pagamento de impostos proporcionalmente mais elevado entre os mais ricos e mais baixo entre os mais pobres.
“A declaração conjunta sobre o acompanhamento financeiro do G20 foi divulgada. É uma grande vitória para a diplomacia brasileira. Serão emitidos dois documentos de consenso, a declaração final e o acordo de cooperação, e um terceiro texto da presidência brasileira sobre questões geopolíticas. […] O comunicado do G20 é considerado por nós uma vitória do Brasil e da comunidade internacional”, afirmou.
A declaração final – cujo texto ainda não foi divulgado – contém 35 parágrafos, segundo o ministro. “O comunicado do G20 destaca a luta contra a pobreza e a desigualdade e inclui várias menções explícitas à tributação dos super-ricos. É um avanço muito significativo. Sempre estivemos otimistas com esse resultado, mas realmente superou nossas expectativas iniciais”, afirmou.
Haddad afirmou ainda que o Brasil buscará um compromisso da próxima presidência do G20, que será assumida em dezembro pela África do Sul, sobre o estudo da tributação dos ultra-ricos.
Questionado sobre o que acontecerá com o debate se Donald Trump – que é contra a ideia – vencer as eleições nos EUA, Haddad afirmou que “não é um governo ou outro que definirá o destino desta ideia”. Segundo ele, isso poderá, no máximo, afetar o ritmo de tramitação da proposta, mas o rumo nesse sentido não mudará.
Sobre os próximos passos que o Brasil está dando para garantir que a proposta ganhe força, Haddad afirmou que o país já teve reuniões com a OCDE, ONU, acadêmicos renomados e outros atores. “Não é uma tarefa simples [tributação de ultra ricos]é uma mudança de conceito como nunca vimos antes”, afirmou, acrescentando que acredita que a pressão e a mobilização social em torno desta agenda também devem crescer.
Haddad se referiu ao acordo da OCDE, que trabalha com o conceito do chamado Imposto Mínimo Global (GMT). A proposta prevê dois pilares: o primeiro trata da distribuição dos direitos de tributação sobre os lucros das multinacionais entre os países e o segundo estabelece uma tributação mínima global para essas empresas. A proposta do Brasil de tributar os ultra-ricos seria como se fosse o Pilar 3 da OCDE.
O ministro brasileiro também comentou que o Pilar 1 da OCDE, que trata da tributação das multinacionais, está atualmente paralisado por causa de um único país. “O Brasil está estudando esse assunto [adotar uma lei nacional sobre isso]a menos que haja uma rápida inversão da situação e possamos assinar esta adesão rapidamente [a OCDE como um todo]”.
Sobre a tributação dos ultra-ricos, que pode levar anos, como disse ontem Haddad, hoje o ministro afirmou que “já passou da hora de os países individuais agirem” se nada for feito coletivamente. Questionado se um imposto sobre bilionários teria chances de ser aprovado no Congresso brasileiro, limitou-se a dizer que neste momento o governo ainda avalia a possibilidade de uma lei no Pilar 1 da OCDE.
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