O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu dar mais dez dias para que o Executivo e o Legislativo apresentem uma nova proposta para dar mais transparência ao pagamento de alterações parlamentares ao Orçamento. O prazo inicial terminou nesta sexta-feira (30).
A decisão foi comunicada após reunião entre o presidente do STF, Luís Roberto Barrosocom membros do governo, que também contou com a presença do ministro Flávio Dinorelator das ações sobre o tema na Corte. Não houve representantes do Congresso na reunião.
Em nota, o Supremo disse que a reunião tratou do “andamento das negociações entre o Legislativo e o Executivo, em cumprimento ao que foi decidido em reunião no dia 20 de agosto”.
“Os ministros do Executivo relataram o atual estágio da discussão e solicitaram mais dez dias para apresentação dos procedimentos para pagamento das emendas, prazo com o qual o relator concordou”, disse a Corte.
O texto também afirmava que, posteriormente, “será realizada a análise técnica cabível e as ações judiciais serão submetidas ao plenário do STF”.
Ao sair da reunião, Barroso havia afirmado que as negociações continuariam “mais um pouco”. Ele não falou sobre o novo prazo e apenas disse esperar que haja um resultado “em breve”.
Na qualidade de representantes do governo, participaram na reunião o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o procurador-geral da União, Jorge Messias.
Dino foi o responsável por suspender o pagamento das emendas. A decisão do ministro foi posteriormente referendada por unanimidade pelo plenário da Corte. Diante do impasse, membros dos três Poderes se reuniram e assinaram um acordo para dar mais transparência na distribuição desses recursos.
A expectativa era que o Congresso votasse um projeto com esse objetivo na quinta-feira (29), mas a avaliação é que ainda há necessidade de ajustes no texto.
Na quarta-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou uma reunião com líderes governamentais e ministros para discutir o assunto. O Valor apurou que Lula também se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL)para abordar o tema.
Na manhã desta quinta, Lira voltou a conversar com o ministro da Casa Civil. Um dos impasses na conclusão do acordo é como serão as alterações da comissão, oriundas do antigo orçamento secreto.
No Congresso, a avaliação é que a elaboração de regulamentos fica restrita à cúpula do Legislativo e a maioria dos parlamentares fica excluída das negociações. Assim, alguns já se rebelam contra o texto que ainda não foi divulgado.
Por enquanto o formato do acordo está sendo negociado entre Lira o presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG)e Rui Costa. Vários líderes consultados pelo Valorna Câmara e no Senado, disseram que ainda não participaram de conversas para discutir esse projeto e que desconhecem seu conteúdo.
Pacheco e Lira se reuniram nesta terça e finalizaram proposta para regulamentar o acordo feito no STF. O documento foi enviado ao Executivo, que se reuniu na noite de terça e durante toda a quarta-feira, inclusive com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para debater a proposta.
Nos termos do acordo assinado na semana passada, o “Emendas do Pix” (transferências diretas a Estados e municípios, sem necessidade de convênio) deverão informar o objetivo do recurso e serão fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU); as emendas da bancada estadual não podem ser individualizadas e terão que ser gastas em projetos “estruturantes”; e as alterações da comissão irão para projetos de interesse nacional ou regional “em comum acordo com o governo”.
Desde então, vários deputados e senadores criticaram estas propostas. Para eles, o Congresso não abrirá mão de enviar recursos para suas bases eleitorais e não endossará qualquer perda de poder, mesmo sob pressão do STF.
Para que o projeto tenha validade, ele deverá ser aprovado pelo plenário da Câmara e do Senado com o apoio da maioria absoluta de seus membros: 257 dos 513 deputados e 41 dos 81 senadores.
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