Ó governo federal apresentará, no final desta semana, a proposta para resolver a “colcha de retalhos legislativa” que se tornou o conjunto de leis do setor elétricoafirmou o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O problema colocado pelo ministro já foi diagnosticado há alguns anos por especialistas na área, que alertaram para o crescimento insustentável dos subsídios resultante da coordenação bem-sucedida dos lobbies dos grupos económicos no Congresso.
A solução do governo será discutida com líderes do mercado de energia na sexta-feira (12), no seminário Justiça Tarifária e Liberdade do Consumidor, em São Paulo.
“Fiz questão de ajudar com ideias e trazer a espinha dorsal [da proposta do governo] para que possa ser debatido democraticamente com todos os setores”, afirmou Silveira, após participar de evento promovido pela Sindigás.
O ministro admite que distorções nas regras de partilha de custos colocaram em risco a sustentabilidade do sector. As advertências de especialistas apontam também para o fato de que, nos últimos anos, a tomada de decisões sobre políticas públicas e até técnicas é feita pelo Legislativo, que tem assumido o papel de Ministério de Minas e Energiaae do órgão regulador, o Uma enguia.
“Se os lobbies continuarem a prevalecer e não houver uma compreensão mais generosa da visão geral, iremos, de alguma forma, colapsar o setor elétrico brasileiro”, destacou Silveira.
Na terça-feira (9), um ano depois de se comprometer com o setor a enviar, sem demora, uma medida provisória (MP) ao Congresso, Silveira disse que ainda não está decidido se irá propor ajustes no texto já em debate no Legislativo (PL 414), se apresentará novo projeto de lei ou se manterá a posição de editar MP.
“Até o final de agosto, temos que concluir esta etapa.” Ele destacou que, dada a urgência do tema, está avaliando “se é mesmo o caso de uma MP”.
O ministro lembrou que trabalha com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que este ano convidou especialistas para discutir o tema no Palácio do Planalto. Segundo ele, é preciso “inverter a lógica da lei Robin Hood ao contrário.” Nele, explicou, o consumidor “rico” pode instalar painéis solares no telhado para pagar menos com acesso ao subsídio.
Além disso, referiu que a abertura de um mercado livre, em que o consumidor pode escolher o seu fornecedor, ocorreu de forma “injusta”, tendo o grande consumidor industrial acesso a melhores condições de custo de energia. As declarações do ministro, visando a reestruturação do setor, servirão para buscar tanto a sustentabilidade quanto o conceito de “justiça tarifária”.
Sobre aspectos de seguranca energeticao sistema teve energia excedente até o início do ano, mas já foi emitido alerta para sinais de seca mais severa que afetará o geração hidrelétrica, restrições operacionais de algumas usinas importantes e aumento repentino de carga em horários de altas temperaturas. Isso contribuiu para que a Aneel acionasse mais uma vez o bandeira amarela, em julho.
Esse desafio de garantir o abastecimento por meio de novas contratações de termelétricas levou o setor a lançar, nesta terça-feira (9), em Brasília, o “Instituto Pensar Energia”, para fortalecer a geração térmica.
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