As principais associações representativas do setor de cartões discutem novas formas de financiamento para evitar que os usuários entrem no sistema rotativo ou permitir que migrem mais rapidamente para alternativas mais baratas de parcelamento de dívidas de cartão de crédito.
Essa é uma das pautas prioritárias do fórum de discussão criado em junho por cinco associações representativas de bancos, fintechs e adquirentes: Associação Brasileira de Instituições de Pagamento (Abipag), Associação Brasileira de Internet (Abranet), Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) e Zetta.
Como mostra o Valor Em junho, o setor de cartões selou um “armistício” após o acalorado debate sobre o parcelamento sem juros no ano passado, que chegou até à Justiça. As associações assinaram um memorando de intenções buscando encerrar disputas e criar o fórum. O grupo será um fórum para debater temas relacionados ao setor, mas deixará de fora o parcelamento sem juros – ponto sobre o qual não há acordo entre os participantes.
“Os níveis de inadimplência e as taxas de juros são pontos que ainda temos que discutir. Queremos menos consumidores no rotativo”, disse hoje o presidente da Febraban, Isaac Sidney, no encontro do fórum com jornalistas. Participaram representantes de todas as associações.
“Nossa ambição é não ter ninguém no rodízio”, disse Carol Conway, presidente da Abranet e atual presidente do fórum. Ela afirmou que ainda não é possível detalhar quais alternativas de financiamento estão sendo discutidas pelo grupo, mas que “em breve” novidades deverão ser apresentadas. “Também precisamos conversar com o Banco Central e entidades que representam os consumidores”, acrescentou Sidney.
No ano passado, em meio às discussões sobre o empréstimo rotativo, uma das alternativas levantadas foi a possibilidade de cobrança de juros sobre a dívida consolidada. A proposta previa que, a partir de um determinado número de faturas não pagas, o banco pudesse trazer a dívida a valor presente e também cobrar juros nas parcelas restantes, numa espécie de vencimento antecipado.
Outros assuntos elencados pelo fórum como prioritários são: monitoramento do teto de juros das dívidas de cartão, que entrou em vigor neste ano; implementação do “pagamento parcelado” no âmbito da reforma tributária; portabilidade do saldo devedor da fatura do cartão; funcionalidades via financiamento aberto; publicidade sobre benefícios do cartão; orientação ao consumidor e combate à fraude.
Uso de cartão de crédito
Apesar de colocarem a redução da utilização de empréstimos rotativos entre suas prioridades, os representantes da associação apresentaram dados que mostram que a utilização da modalidade é baixa e que, na prática, taxas de juros anualizadas – de 432% ao ano – não existem. Isso porque a utilização do empréstimo rotativo é limitada a 30 dias e há um teto de 100% do valor original da dívida.
Segundo dados do BC, em 75% das transações com cartão os valores dos juros são iguais ou inferiores a 20,85% dos valores originais da dívida. O tempo médio de permanência no rodízio é de 18 dias. O padrão é 55,9%.
O fórum destacou ainda que a utilização do crédito rotativo e parcelado, juntos, representa 3,6% do volume total de crédito ativo no país.
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