A produção brasileira de cerveja está se desenvolvendo rapidamente. É o que indica o Anuário da Cerveja 2024. O diretor do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Hugo Caruso, apresentou os dados no lançamento do Anuário, que contou com um painel sobre o futuro da indústria cervejeira. A jornalista Christiane Pelajo mediou o bate-papo, que contou com a presença de Márcio Maciel, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja (Sindicerv) – que representa as empresas responsáveis por 85% da produção no Brasil; Heleno Torres, professor e jurista; e Gilberto Tarantino, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e recentemente eleito presidente da Câmara de Cerveja Mapa.
Os bons resultados ganham aspecto ainda mais significativo quando se leva em conta que a carga tributária do setor cervejeiro brasileiro é a mais alta da América Latina. Portanto, os painelistas expressaram preocupação com a reforma tributária. Se, por um lado, o crescimento registado pelo Anuário 2024 pode ser mantido e até impulsionado pela reforma fiscal, por outro, um aumento teria o efeito contrário.
Torres acredita que a tributação precisa trazer simplificação, eliminação total de créditos e benefícios que agregam custos de transação entre empresas. Para o jurista, com essas medidas, há
garantia de neutralidade e uniformidade na tributação. Torres afirma ainda que a reforma trouxe a discussão sobre o imposto seletivo, que tem como função reduzir o consumo de itens prejudiciais à saúde.
“O critério para essa tributação tem que ser a identificação do que é prejudicial à saúde. A gradação das taxas aplicáveis deve ser progressiva, de acordo com o teor alcoólico, que é o
elemento que tem efeito nocivo à saúde”, argumentou. Os critérios propostos seguem práticas internacionais e seguem orientações da OMS, da OCDE e do FMI, por exemplo.
Maciel destacou a importância de os pequenos produtores ficarem fora do imposto seletivo, independentemente do tipo de bebida que produzem, e que o novo formato de tributação traz perspectivas positivas para o setor e para a economia brasileira:
“Produtos diferentes devem ser tributados de forma diferente. Não podemos tratar os desiguais como iguais. O Brasil quer uma prática que continue em desenvolvimento ou um modelo que continue a criar dificuldades para 80% das cervejarias? É importante que quem produz e gera emprego no país seja incentivado a fazê-lo, afinal são mais de 2,5 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos gerados pelo setor, que vai da fazenda à torrada.”
NÚMEROS DO ANUÁRIO 2024
Segundo dados de 2023, o Brasil possui 1.847 cervejarias cadastradas. O número indica um aumento de 6,8% em relação a 2022. Dos cinco mil municípios do Brasil, 771 possuem pelo menos uma cervejaria. Também em 2023, o Brasil produziu mais de 15 bilhões de litros de cerveja. A cadeia cervejeira gera mais de 2,5 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos.
“Segundo a FGV, 90% da riqueza que uma cervejaria gera fica no local onde está instalada. Nossos associados, que estão produzindo na capacidade máxima, estão investindo, e as multinacionais estão competindo com outros países para trazer investimento”, explicou Maciel.
O desenvolvimento do setor ocorre em todo o país. A Região Norte foi a que mais cresceu: 16,7%. As regiões do país com maior número de cervejarias são Sudeste e Sul, que possuem,
respectivamente, 856 e 731 cervejarias, equivalentes a 85% das marcas do país. O Nordeste possui 122 cervejarias; Centro-Oeste, 96; e Norte, 42.
No ranking por estado, São Paulo lidera com 410 cervejarias, e o Rio Grande do Sul é o segundo, com 335. O Sudeste do Brasil é o maior produtor de cerveja, com mais de 8 bilhões de litros.
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