As notícias do Brasil nas últimas semanas têm sido mais do que animadoras para empresários e investidores: a atividade econômica cresceu 2,1% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado; Ibovespa bateu recorde histórico; e os principais players do mercado de capitais revisam suas projeções e sinalizam aumento de até 3% do PIB em 2024.
O reflexo disso no mercado imobiliário corporativo paulista é o forte aumento na locação de lajes e escritórios, com queda de vacância para menos de 10% e saldo positivo na absorção líquida nos primeiros seis meses do ano : 81 mil metros quadrados, superando o estoque entregue no período, que foi de 24 mil metros.
É o que apontam os dois gigantes do setor de serviços imobiliários e gestão de ativos: Colliers e CBRE. A primeira destaca que os segmentos de aviação, publicidade e tecnologia protagonizaram as principais localidades da capital paulista.
“Outro ponto que merece atenção é o volume de áreas locadas e devolvidas, em linha com a média histórica anterior a 2020. Além disso, observamos aumento nos preços dos imóveis solicitados por diversos proprietários, principalmente em regiões com baixa taxa de vacância. Não há dúvida de que o mercado está em franca expansão”, afirma Paula Casarini, CEO da Colliers.
A análise da CBRE indica que a disponibilidade de escritórios em edifícios classificados como “triplo A” na cidade é a mais baixa em três anos. Em geral, esses ativos estão concentrados na região da Avenida Faria Lima, eixo financeiro de São Paulo. Segundo a empresa, como a baixíssima taxa de vacância dessa área pressionou os preços — que já ultrapassam os R$ 300 por metro quadrado —, bairros vizinhos têm recebido mais atenção, como Pinheiros e Jardins, além da Marginal Pinheiros.
Cientes desse bom momento, as incorporadoras lançaram e entregaram novos projetos corporativos para atender a demanda. A Cyrela, por exemplo, anunciou no início do mês o Cyrela Oscar Freire Corporate, nos Jardins: uma torre de escritórios com quatro subsolos, hall de pé-direito triplo, 23 andares, “rooftop” de 2.300 metros quadrados, 110 metros de altura e 45 mil metros de área bruta locável (ABL). O design será assinado pelo estúdio italiano Pininfarina, o mesmo que desenha os carros da Ferrari.
No mesmo segmento, a AMY Engenharia e Empreendimentos entregou em janeiro o Union Faria Lima, no quadrilátero corporativo mais desejado da cidade: esquina das ruas Professor Atílio Innocenti e Leopoldo Couto de Magalhães, no Itaim. Com 30% de ocupação, o valor do aluguel varia a partir de R$ 310 o metro quadrado.
“É um edifício boutique de 20 andares, com lajes entre 325 e 608 metros quadrados, voltado para empresas que não necessitam de grandes áreas — como escritórios de advocacia e family offices — mas que desejam estar próximas de grandes bancos e administradoras . daquela região”, explica Rodrigo Yunes, diretor da empresa.
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A VBI Real Estate detém 50% da fração ideal do edifício, integrante de um fundo de investimento exclusivo para “propriedades prime”. “Investimos no projeto porque entendemos que existe uma potencial demanda não atendida por parte de lojistas menores. Eles buscam ativos de qualidade naquela região da cidade e, pela localização do prédio, pela sofisticação dos acabamentos e do design, aceitam pagar mais para estar ali”, analisa Natalia Canton Landi, VP da VBI.
O projeto é da PSA Arquitetura e se diferencia das grandes torres espelhadas comuns no segmento. A elegante fachada apresenta linhas irregulares e assimétricas, e o rés-do-chão dispõe de usufruto público, praça, jardins abertos à cidade e outras comodidades urbanas. “A Faria Lima está rompendo com a tradição de edifícios comerciais mais sóbrios. Nosso projeto contribui para essa tendência”, afirma o arquiteto Pablo Slemenson, da PSA.
Ainda mais inovador na abordagem arquitetônica, o Edifício Valente, em Pinheiros, visa empresas da economia criativa para ocupar os espaços comerciais do edifício, que terá fachada ativa no térreo e, provavelmente, restaurante no 17º andar. A estrutura foi distribuída em andares triplex e duplex, medindo de 1.000 a 1.400 metros quadrados cada, com mezaninos internos interligados por passarelas e amplas varandas ajardinadas.
“Não existem dois andares iguais. As varandas ocupam diferentes lugares e geram os espaços internos que determinam as posições dos mezaninos. A ideia era dar um estilo ‘loft’ a um edifício comercial”, explica Fernando Forte, da FGMF Arquitetos, responsável pelo projeto.
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Para Otávio Zarvos, sócio-diretor da incorporadora Idea!Zarvos, proprietária do prédio, essa visão criou ambientes de trabalho supermodernos, que ajudarão as empresas a reter talentos, além de aumentar a produtividade dos futuros colaboradores.
“Ao retornar ao trabalho presencial após a pandemia, as pessoas querem trabalhar em um escritório de advocacia e, de preferência, em um local com vida própria, seja durante o dia ou à noite”, explica Zarvos, referindo-se à escolha de Pinheiros, bairro da Zona Oeste de São Paulo, repleto de bares, restaurantes e rede de serviços.
O empresário diz que procura sempre criar locais para trabalhar que sejam tão agradáveis “que as pessoas até queiram viver neles”. Desta vez, o conceito foi levado ao pé da letra: o Valente terá nove apartamentos duplex de 55 a 76 metros quadrados no topo do edifício. A entrega está prevista para o final de outubro.
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