O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que se for preciso, o BC aumentará os juros. Em evento promovido pelo BTG Pactual, ele afirmou que a autoridade monetária continua “dependente de dados” para tomar decisões futuras e destacou que sempre “perseguirá a meta de inflação”. Em suas falas, Campos Neto também reiterou que “Nunca se viu um espírito de equipe tão bom no Banco Central como nas últimas reuniões”.
Há algum tempo, o BC vem alertando sobre suas preocupações com a inflação. As preocupações levaram inclusive a autoridade monetária a encerrar recentemente o ciclo de cortes da Selic e manter a taxa básica de juros em 10,50% nas duas últimas reuniões. Agora, o cenário global fica ainda mais nebuloso porque Os Estados Unidos podem estar a entrar numa recessão, o que desencadeia um alerta entre os investidores, que passam a evitar mercados mais arriscados (como é o caso, por exemplo, do Brasil).
Segundo Campos Neto, a mensagem do Banco Central continua “muito semelhante à dada na ata do Copom”. Na ocasião, o comitê citou a chance de aumentar ou manter a Selic, dependendo do desenrolar do cenário.
“O Comitê avaliará a melhor estratégia: por um lado, se a estratégia de manutenção da taxa de juros por tempo suficientemente longo levará a inflação à meta no horizonte relevante; Por outro lado, o Comitê reforçou por unanimidade que não hesitará em aumentar a taxa de juros para garantir a convergência da inflação à meta se julgar apropriado”, disse o documento.
Segundo o presidente do BC, está ocorrendo um cenário global de convergência inflacionária. Ele disse que quando se olha para os países avançados, o núcleo da inflação está caindo muito. Estes “núcleos” referem-se ao aumento dos preços com desconto para itens que sofrem choques específicos, como alimentos e energia.
Por fim, Campos Neto também falou sobre a transição de comando do Banco Central, já que seu mandato termina no final do ano. “Preciso concentrar todas as forças agora para fazer uma transição tranquila no BC”, disse ele. “Fazemos uma transição suave para ganhar maturidade, melhorar a institucionalidade”, acrescentou.
O candidato mais provável para assumir a presidência do BC em seu lugar é o diretor de política monetária, Gabriel Galípolo. Recentemente, em entrevista à colunista Miriam Leitão, do jornal O Globo, o presidente do BC disse espera “que seu sucessor não seja julgado pela camisa que usou na hora de votar” e afirmou ainda que “nunca houve um espírito de equipe tão grande no Banco Central”.
Para quem não se lembra, Campos Neto vestiu a camisa da seleção brasileira no dia da eleição presidencial, que foi duramente criticada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que acabou derrotando o então presidente Jair Bolsonaro.
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