Ao longo do mês de agosto, o Ibovespa saiu do processo de desvalorização verificado no primeiro semestre e passou a operar em níveis recordes nos últimos dias, em alguns momentos acima da marca dos 136 mil pontos. Desde a mínima do ano, em junho, o principal índice da bolsa brasileira subiu cerca de 14% até esta segunda-feira (19), em movimento explicado tanto pelo elevado nível de descontos das ações nacionais quanto pela melhora do risco local e externo, que tem apoiou a entrada de capital estrangeiro desde o mês passado, em meio a expectativas de cortes nas taxas de juros nos EUA.
Melhor percepção de risco local
Desde a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, no final de julho, a percepção do mercado sobre o risco doméstico melhorou, principalmente à luz das declarações do diretor de política monetária do BC, Gabriel Galípolo. Em diversas comunicações feitas desde a divulgação da ata do Copom, Galípolo tem sido porta-voz de uma visão mais “hawkish” da autarquia em relação à condução futura da política monetária, ao reforçar que está em cima da mesa a hipótese de subida das taxas de juro e indicam que ele é um dos diretores que vê o equilíbrio dos riscos inflacionários como assimétrico.
Enquanto o mercado avalia Galípolo como sucessor de Campos Neto à frente do BC, as declarações mais preocupadas do diretor com as pressões inflacionárias ajudam a reduzir parte do prêmio de risco que estava embutido nos ativos domésticos. Antes, o mercado tinha dúvidas crescentes se a próxima composição da diretoria do BC estaria, de fato, preocupada com o combate à inflação. A postura de Galípolo nos últimos dias ajudou a reduzir as preocupações do mercado, o que ajuda a reduzir as taxas de juros de longo prazo, que refletem mais os riscos internos. E, diante da queda das taxas longas, o mercado de ações encontra espaço para se valorizar.
A queda nas taxas de juros de longo prazo é um fator determinante para o Ibovespa, tendo em vista que é a partir das taxas de longo prazo que se calcula a “valorização” das ações. Vale ressaltar que, segundo algumas métricas de “valorização”, como preço/lucro, o Ibovespa já operava em níveis bastante descontados. Assim, com o mercado acionário brasileiro “barato” e cada vez mais barato, dada a queda das taxas de juros de longo prazo, os investidores – principalmente os estrangeiros – viram uma oportunidade de alocação no mercado interno.
O exterior também contribuiu positivamente. Com a percepção de que as taxas de juros americanas deverão cair a partir de setembro e os níveis baratos do mercado acionário brasileiro, a entrada de capital estrangeiro no mercado acionário secundário é relevante desde julho. Em agosto, até o dia 16, os estrangeiros contribuíram com expressivos R$ 6,4 bilhões, o que ajudou a reduzir o saldo negativo do ano, que hoje é de R$ 30,15 bilhões, segundo dados da B3.
consignado para servidor público
empréstimo pessoal banco pan
simulador emprestimo aposentado caixa
renovação emprestimo consignado
empréstimo com desconto em folha para assalariado
banco itau emprestimo