O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Alexandre Padilha, disse nesta quinta-feira que tem certeza de que é possível concluir a regulamentação da reforma tributária no segundo semestre deste ano, apesar das eleições municipais serem realizadas em outubro .
O otimismo do ministro se baseia, segundo ele, no desejo dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de deixar a reforma como um “legado” das suas administrações.
Padilha foi questionado sobre o assunto durante entrevista à rádio CBN esta manhã. A questão é relevante porque, em ano eleitoral, os parlamentares tendem a priorizar seus redutos eleitorais em detrimento da agenda legislativa.
O ministro também falou sobre suas divergências com Arthur Lira, que durante grande parte do primeiro semestre criticou reiteradamente o trabalho de articulação política do governo. Sobre isso, Padilha disse que se trata de um “episódio superado”, que ficou na “última temporada”.
Como mostra o Valor Recentemente, as alterações aprovadas pela Câmara dos Deputados no projeto de regulamentação da reforma tributária deverão ter impacto de 0,62 ponto percentual, segundo cálculos preliminares que circulam entre os sete parlamentares do grupo de trabalho (GT) dedicado à redação do texto do parecer. Com isso, a taxa referencial média subiria para 27,12%.
Antes das alterações introduzidas pela Câmara, o Ministério das Finanças estimava uma taxa referencial média de 26,5%, podendo variar entre 25,7% e 27,3%. Considerando o limite mínimo de 25,7%, o impacto das mudanças dos deputados levaria a alíquota média para 26,32%. Ao atingir o limite superior, o percentual chegaria a quase 28%.
Nesta semana, o Senado, por sua vez, criou um grupo de trabalho para debater o imposto. A proposta partiu do presidente do colegiado, Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e será coordenada pelo senador de oposição Izalci Lucas (PL-DF), no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Câmara.
O GT organizará audiências públicas e, ao final, formulará um relatório com sugestões para o texto do relator do projeto de lei complementar (PLP 69/24), senador Eduardo Braga (MDB-AM). O modelo é o mesmo adotado na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária que, assim como o PLP, passará apenas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Idealizador do GT, Vanderlan Cardoso disse aos jornalistas que há pontos no texto aprovado na Câmara dos Deputados que preocupam os senadores. Um exemplo é em relação à tributação das construtoras, que, segundo ele, poderia comprometer o Minha Casa, Minha Vida, um dos principais programas de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O senador também se posicionou contra a inclusão de armas e munições no imposto seletivo, o chamado ‘imposto do pecado’. “Este sector emprega milhares de pessoas, principalmente no desporto. Então isto complicou-se por questões ideológicas. 26,5% já é uma taxa muito elevada”, argumentou.
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