A destinação de recursos para empresas que colaboram na solução de problemas socioambientais é um dos pilares da Estratégia Nacional de Economia de Impacto (Enimpacto), lançada em 2017 e reeditada no terceiro mandato do governo Lula. Segundo Rodrigo Rollemberg, secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os recursos públicos destinados ao segmento ultrapassam R$ 200 milhões este ano, com destaque para linhas do Ministério da Saúde. Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e recursos do BNDES.
“O Enimpato vem com a perspectiva de desenvolver negócios que tenham resultados financeiros, mas que também contribuam para a solução de problemas sociais e ambientais”, afirma. “Os problemas climáticos, ambientais e sociais que temos vivido no mundo demonstram que este modelo económico linear, de exploração de recursos naturais, está falido e que é urgente procurarmos outras formas de produzir.”
Confira algumas das fontes de financiamento público para negócios de impacto abertas atualmente:
RHAE (Recursos Humanos em Áreas Estratégicas) – Com valor total de R$ 61 milhões, a linha de financiamento do programa, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), destina-se à contratação de pesquisadores universitários para atuarem na área. Área de P&D de empresas, inclusive startups. Os profissionais devem se dedicar à busca de soluções voltadas à economia de impacto e/ou aos setores beneficiados pelo programa Nova Indústria Brasil, como cadeias agroindustriais sustentáveis, complexo econômico industrial da saúde, transporte público, saneamento sustentável e habitação , transformação digital da indústria, bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energética e tecnologias de interesse para a soberania e defesa nacional. As empresas participantes poderão solicitar até R$ 300 mil por projeto na forma de bolsas de desenvolvimento tecnológico do CNPq, destinadas ao pagamento de pesquisadores.
BNDESPar – Três Fundos de Investimento em Participações (FIPs) selecionados em chamada pública da BNDESPAR 2021 deverão captar até R$ 1,8 bilhão para investimentos exclusivos em negócios de impacto. No caso do fundo Vox, o foco está em empresas em fase inicial que operam em áreas como educação, saúde, habitação, água e saneamento e energias renováveis. O Fundo para a Biodiversidade da Amazônia Brasil destina recursos para pequenas e médias empresas nas áreas de conservação florestal, reflorestamento e cadeia alimentar na Amazônia Legal. No fundo Lightrock, o alvo são empresas de rápido crescimento que atuam em segmentos como saúde, educação, agricultura sustentável, mobilidade e eficiência energética
Dos R$ 1,8 bilhão de captação máxima prevista, até R$ 1,35 virá de investidores e até R$ 450 bilhões da BNDESPAR, que contribuiu com R$ 233 milhões para os três fundos até junho.
Inovar Bioma – O programa Sebrae oferece treinamento, mentoria e apoio financeiro para acelerar ideias ou pequenos negócios relacionados à bioeconomia dos biomas brasileiros. Este ano estão incluídos empreendedores da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal – os dois últimos casos com inscrições abertas. Para os empreendedores selecionados, há bolsas mensais de R$ 6,5 mil pelo período de seis meses. Na categoria de apoio a projetos de criação de empreendimento são destinados valores que variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil. No total, serão investidos cerca de R$ 30 milhões. A meta é desenvolver 570 ideias de negócios e acelerar 420 empresas.
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