Espera-se que a fumaça interfira na visibilidade em vários estados do país. A última semana de agosto será marcada por tempo aberto e sem chuvas no interior do Brasil, regiões marcadas pelos incêndios dos últimos dias. A massa de ar polar presente no Sul está voltada para Sudeste e impedirá a formação de nuvens de chuva. Leia mais Veja os focos de queimadas e queimadas na sua região Incêndios podem aumentar com previsão de setembro seco, diz especialista Incêndios no interior de SP confirmam que ‘crise de seca’ vai persistir, diz Ibama Segundo a Rural Clima, só a partir de segunda-feira pode chuva no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina na sexta-feira (2/9) da próxima semana. Esse sistema nem chega ao Paraná. Com isso, a tendência é que o tempo seco ganhe destaque e sirva de gatilho para possíveis novos focos de incêndio na região central do Brasil. Veja quantos graus serão na sua cidade “Até o dia 10 de setembro não há perspectiva de chuva na maior parte das regiões produtoras do Sudeste, Centro-Oeste e Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia)”, diz Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Rural Clima. Por outro lado, o especialista afirma que há indícios de chuvas no litoral leste do Nordeste e no extremo oeste da região Norte, “o que é muito bom para elevar o nível dos rios e da bacia amazônica”. É grande a possibilidade de a fumaça das queimadas prejudicar a visibilidade esta semana em áreas de Mato Grosso, Goiás, interior de Minas Gerais, Piauí, interior do Maranhão, Tocantins, além de grande parte da região Norte, informa o Climatempo. Sem previsão de chuva, a umidade relativa permanece baixa e em níveis preocupantes. Do interior do Nordeste ao noroeste de Mato Grosso do Sul, a umidade pode ficar abaixo de 20%. Em Ribeirão Preto, após um fim de semana de chuvas que amenizaram parcialmente os focos de incêndio, a situação pode voltar a piorar com valores de umidade abaixo de 30%. No longo prazo, a tendência é que esse cenário se mantenha ou até piore. A previsão é que os próximos 30 dias sejam iguais, com tempo seco e calor acima da média para grande parte das regiões produtoras do Paraná, todo Sudeste, todo Centro-Oeste, Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia ), o interior do Nordeste e o interior do Norte. Esta projeção indica condições favoráveis para mais incêndios. Segundo Santos, o Brasil entrará em setembro em um novo período de seca onde será possível observar “um aumento significativo de incêndios no centro e norte do Brasil”. Saiba mais taboola A última chuva significativa no interior do Brasil, incluindo São Paulo, foi na primeira quinzena de abril. São 130 dias sem chuvas significativas, diz Santos. Nessas regiões, os solos são extremamente secos e a mata está sujeita a incêndios. O especialista explica que os incêndios estão piores em relação aos últimos anos devido ao clima mais seco, já que no ano passado choveu quase todos os meses. “Apesar das chuvas irregulares e de todo o caos, choveu todos os meses. Isso significava que a vegetação não estava tão seca.” E no Norte? Na região Norte do país, o Climatempo prevê uma intensificação da seca pelo menos até ao final de outubro. As temperaturas permanecem acima da média, sem chuva na maior parte do território. Porém, o Climatempo avalia que se trata de uma seca menos grave do que a de 2023, mas requer atenção das indústrias, operadores logísticos e concessionárias de energia. O movimento de regularização climática deverá começar em novembro. “A região Norte enfrenta um volume de chuvas 50% a 70% abaixo da média neste período em algumas áreas, que incluem o sul e leste do Amazonas e os estados do Acre e Rondônia, além de grande parte do Pará” , aponta a previsão da consultoria meteorológica. Com isso, as áreas terão déficit hídrico maior do que nos meses anteriores, com perda de umidade do solo nas áreas onde se formam corpos d’água, conforme explica em nota Vinicius Lucyrio, meteorologista do Climatempo. O nível dos principais rios amazônicos está caindo e a recuperação só deverá ocorrer a partir de outubro. “Essa situação é consequência de vários fatores, como as massas de ar seco do Brasil Central, que se expandem em direção à região amazônica nesta época do ano, e também do fenômeno La Niña, que está se desenvolvendo, cenário que também é intensificado pela os antecedentes da seca do segundo semestre”, explica Lucyrio. O baixo nível dos principais rios da bacia hidrográfica do norte do Brasil e a perspectiva de intensificação do chamado “verão amazônico” são fatores que devem impactar as cadeias produtivas. Geadas no Sul A segunda-feira (26/8) amanheceu com frio extremo e geadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, incluindo temperaturas negativas, como em Guarapuava com -1ºC. Segundo o agrometeorologista da Rural Clima, não houve relatos de quebra do trigo, mas algumas áreas podem ter sido afetadas. Para terça-feira, as temperaturas começam a subir no Sul, mas ainda pode haver novas geadas. Alerta laranja indica possíveis geadas nos três estados do Sul Inmet Com isso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) estendeu o alerta laranja de “perigo de geadas” nos três estados. Há risco de perdas em plantios com temperaturas mínimas entre 3ºC e 0ºC no norte pioneiro, sudeste, centro-leste, centro-norte, sudoeste e centro-sul do Paraná, região serrana, oeste, norte e sul de Santa Catarina, além do Vale do Itajaí, noroeste, nordeste, centro-leste do Rio Grande do Sul e das três capitais Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba.
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