O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deixou os juros estabilizados em 10,5% ao ano nesta quarta-feira (31). A decisão impacta praticamente a vida dos brasileiros de duas maneiras: o custo dos empréstimos continuará elevado e as aplicações financeiras de renda fixa continuarão rendendo muito bem.
A decisão sobre a Selic impacta especialmente as taxas de juros dos títulos de renda fixa que acompanham o CDI (como CDBs, LCAs e LCIs) e a Selic (Tesouro Selic). Além disso, os juros neste nível afetam em menor grau a caderneta de poupança. A caderneta não tem mais rendimento subindo linearmente após a Selic ficar acima de 8,5%. Abaixo deste nível, o retorno da poupança é de 70% da taxa.
Quando os juros ultrapassam 8,5% (podem ser 8,51% ou 20%), a remuneração da poupança fica limitada a 0,5% ao mês, ou 6,17% ao ano, mais a variação da TR, regra conhecida como “poupança antiga”. Porém, é bom saber que, com juros acima dos dois dígitos, a TR não tem mais rentabilidade zero, devendo agregar algum rendimento à poupança. Apesar disso, outros investimentos em renda fixa continuam rendendo mais que a caderneta.
Considerando a expectativa de juros embutidos nos contratos futuros, de Selic a 11,5% em um ano, ao investir R$ 1 mil em um CDB que oferece remuneração de 100% do CDI ou no Tesouro Selic pelo intervalo de um ano, após a cobrança de Imposto de Renda de 17,5% para esse intervalo, o resgate seria de R$ 1.094. Em uma LCA ou LCI que paga 93% do CDI, que não cobra Imposto de Renda, o saque seria de R$ 1.107.
Quanto à poupança, a saída seria de R$ 1.071, considerando a TR prevista para este período, em torno de 0,90% ao ano. Embora possa parecer pequeno, a diferença é grande no longo prazo. Quanto maior o tempo de aplicação, menos vantajosa será a poupança.
Veja abaixo as simulações, feitas por Rafael Haddad, planejador financeiro do C6 Bank.
Investimento de R$ 1.000 após um ano
Aplicativo | Resgate líquido (R$) | Rentabilidade líquida (%) |
Poupança | 1.071 | 7.06 |
Selic do Tesouro com vencimento em 2027 | 1.094 | 9h40 |
CDB que paga 103% do CDI | 1.097 | 9,75 |
CDB que paga 108% do CDI | 1.102 | 10.22 |
LCI ou LCA que paga 93% CDI | 1.107 | 10,67 |
Investimento de R$ 1.000 após 5 anos
Aplicativo | Resgate líquido (R$) | Rentabilidade líquida (%) |
Poupança | 1.406 | 40,65 |
Selic do Tesouro com vencimento em 2029 | 1.671 | 67,13 |
CDB que paga 103% do CDI | 1.682 | 68,20 |
CDB que paga 110% do CDI | 1.741 | 74.08 |
LCI ou LCA que paga 95% do CDI | 1.726 | 72,59 |
A maior parte dos títulos de renda fixa está sujeita à tributação do Imposto de Renda conforme tabela regressiva. Para saques entre 361 e 720 dias, a taxa é de 17,50% da remuneração. Após dois anos, a alíquota cai para 15%.
Nas últimas semanas, houve aumento nas expectativas para a inflação em 2024 e 2025 e, consequentemente, aumento nas estimativas de juros. Foi reflexo da piora do cenário fiscal do país e da alta do dólar, que acaba aumentando a inflação. Com o aumento geral dos preços sob pressão, as expectativas em relação às taxas de juro estão a aumentar.
“Nosso cenário base é que os juros permaneçam onde estão até o final de 2024, mas não descartamos um possível aumento caso o cenário brasileiro piore”, afirma Rafael Haddad, planejador financeiro do C6 Bank. “A recomendação é diversificar as aplicações em diferentes classes de ativos e indexadores [como CDI, IPCA ou uma taxa prefixada, por exemplo], visando reduzir os riscos da carteira como um todo. Os indexadores se beneficiam em diferentes cenários, por isso não devemos colocar todos os ovos na mesma cesta”, diz ela.
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