Um relatório sobre o cenário do trabalho remoto revelou que os trabalhadores de todo o mundo não querem voltar atrás na flexibilidade conquistada durante a pandemia da Covid-19. A informação faz parte de pesquisa desenvolvida pela Owl Labs, empresa de tecnologia corporativa, em conjunto com a consultoria Global Workplace Analytics, e compartilhada por Forbes.
O balanço destaca que os formatos de trabalho se transformaram a um ritmo recorde nos últimos três anos. Atualmente, as modalidades de trabalho presencial e a distância podem ser consideradas fluidas, reunindo profissionais que atuam de forma combinada e flexível.
Esta mudança é particularmente relevante para as mães, que podem enfrentar desafios para conciliar trabalho e maternidade. Na perspectiva de Bianca Montecchi, Head de Marketing da SISQUAL® WFM, empresa de gestão de mão de obra, a flexibilidade no mercado de trabalho será o futuro para profissões que privilegiam esta forma de trabalhar, como aquelas que não envolvem atendimento direto ao cliente, como como funções de escritório.
“As empresas que não oferecem essa flexibilidade estão perdendo bons profissionais para quem tem mentalidade mais aberta e até para outros países que já entenderam que o trabalho pode ser feito de forma mais flexível”, afirma.
Montecchi destaca que a questão da flexibilização, com trabalho remoto e licenças, em relação à amamentação é tratada de forma diferenciada em países como Brasil, Portugal e Holanda.
“Tive a sorte de estar em Portugal quando tive a minha filha. A duração da licença parental aí é à escolha do trabalhador, garantida pela legislação laboral, e pode variar entre quatro e seis meses, com possibilidade de partilha de parte desta licença com o pai”, relata. “Na Holanda são apenas dezesseis semanas e, no Brasil, depende da empresa estender o prazo de quatro para seis meses, já que a legislação padrão é de quatro meses”, afirma.
Em Portugal, após a licença parental, a trabalhadora tem direito a duas horas diárias para se dedicar à amamentação. “No Brasil, há dois intervalos diários de 30 minutos, totalizando 1 hora e, na Holanda, 25% da jornada de trabalho pode ser destinada a isso”, compara. “O período de concessão das férias também varia: até seis meses no Brasil, um ano em Portugal – que pode ser estendido até dois anos -, e nove meses na Holanda”.
A amamentação é cercada de mitos e preconceitos
A Diretora de Marketing da SISQUAL® WFM chama a atenção para a importância de horários mais flexíveis para as mulheres que amamentam: “A escolha de amamentar já é algo que tem sido cada vez mais desencorajado pela sociedade devido ao desgaste físico e mental que o processo acarreta. pode causar”, articula.
Montecchi observa que uma mãe que amamenta enfrenta diariamente uma sociedade que lhe diz que seu leite está fraco, que ela não precisa passar por isso ou que só as crianças que passam fome precisam de leite materno depois dos doze meses. Para ela, esses comentários, quando inseridos no contexto empresarial, são ainda mais questionados.
“Minha filha tem dois anos e meio e ainda amamenta e tenho certeza que só consegui chegar até aqui porque trabalho em uma empresa e em uma equipe que apoia minha decisão de amamentar, confiando em mim e sabendo que isso não me afeta. minha produtividade”, relata.
A profissional destaca que já morou em Portugal, na Holanda e, agora, no Brasil, trabalhando com a SISQUAL WFM. “Tive o privilégio de ver legislações diferentes e, hoje, espero que mais pessoas tenham o mesmo privilégio que eu tive: de trabalhar em ambientes com políticas mais flexíveis e legislações que apoiem as mulheres neste momento tão delicado”, afirma.
Para Montecchi, embora a flexibilidade e o apoio à amamentação variem de país para país, as empresas têm um papel crucial na criação de um ambiente que apoie as mães.
“As empresas que promovem políticas de flexibilização, especialmente para as mulheres que amamentam, retêm talentos valiosos e contribuem para uma sociedade mais justa e saudável”, explica.
A Head of Marketing da SISQUAL® WFM acrescenta que, na sua opinião, as soluções de Workforce Management (WFM) podem desempenhar um papel crucial na disponibilização de horários de trabalho equitativos e flexíveis, que respondam às necessidades específicas deste e de outros públicos. “Essas ferramentas permitem que as empresas criem ambientes de trabalho mais inclusivos e de apoio às mães, garantindo que elas possam desempenhar suas funções de forma eficiente, sem sacrificar o tempo dedicado à maternidade.”
Trabalhadores buscam flexibilidade para amamentar
Haiala Vasconcelos, enfermeira e mãe que amamenta, afirma que empregos com horários flexíveis são muito desejados pelas mães.
“Trabalhando como enfermeira de um neurocirurgião, quando engravidei sabia que minha dinâmica de trabalho não me daria flexibilidade”, explica. “Trabalhava acompanhando os procedimentos e não podia sair do centro cirúrgico para fazer a ordenha, pois muitos desses procedimentos duravam entre quatro e seis horas e o ambiente hospitalar exige cuidados extras de higiene”, acrescenta.
Vasconcelos revela que, diante disso, optou por não retornar às atividades após a licença maternidade (quatro meses). “Meu filho tem um ano e sete meses e mantemos livre demanda de amamentação e sem horário para parar. Vou iniciar uma nova jornada em uma empresa e um dos meus critérios foi que o trabalho me permitisse me adaptar sem perder desempenho”, afirma.
Cada vez mais, campanhas como a Agosto Dourado chamam a atenção para a importância da amamentação, divulgando informações a favor da amamentação. A campanha foi instituída pela Lei Federal nº 13.345, de 12 de abril de 2017.
Nas palavras da enfermeira, amamentar o filho é um ato de resistência e saúde para a criança, pois Haiala tinha histórico de tumor na hipófise, por isso amamentar não estava nos planos dos médicos.
“Depois de mais de dez anos tratando o tumor e ele ficando indetectável ao exame, me organizei para amamentar e estamos aqui felizes com essa decisão”, declara.
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