A produção industrial no Brasil caiu 1,4% em julho em relação a junho, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em junho, a produção industrial brasileira registrou seu primeiro aumento após dois meses consecutivos de queda.
Dados de julho mostraram queda maior que a mediana das expectativas de 27 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, que apontavam queda de 0,8%. O intervalo das projeções para o mês variou de queda de 3,1% a alta de 0,6%.
Os dados são importantes porque mostram o quão aquecida está a atividade brasileira (e, claro, quanta pressão inflacionária isso pode trazer). Para quem não lembra, o Banco Central tem demonstrado preocupação com o aquecimento da economia e o quanto isso está impactando a inflação. Não surpreendentemente, a autoridade monetária interrompeu o ciclo de cortes da Selic e já indicou que novos aumentos na taxa básica de juros poderiam acontecer, inclusive a partir da próxima reunião.
No caso da indústria, porém, os números não têm sido muito animadores. Não surpreendentemente, nos meses de Abril e Maio o sector registou uma queda.
Ontem (3), porém, os dados do PIB do segundo trimestre mostraram que a Indústria teve recuperação e registrou crescimento de 1,8% na comparação trimestral.
Segundo o IBGE, esse aumento foi justificado pelos desempenhos positivos das atividades de Energia Elétrica e Gás, Água, Esgoto, Gestão de Resíduos (que cresceu 4,2%), Construção (que subiu 3,5%) e Indústrias de Transformação (com aumento de 1,8). %). Por outro lado, houve queda de 4,4% nas Indústrias Extrativas.
Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria total cresceu 6,1% em julho de 2024. Segundo o IBGE, esta é a segunda taxa positiva consecutiva e a expansão mais intensa desde abril de 2024 (8,4%). Com isso, o setor industrial registrou crescimento de 3,2% nos primeiros sete meses de 2024.
O que subiu e o que caiu?
Segundo o IBGE, duas das quatro grandes categorias econômicas e apenas sete dos 25 setores industriais pesquisados apresentaram queda na produção.
Entre as grandes categorias econômicas, os bens de consumo semi e não-duráveis caíram 3,1%, apagando assim parte do crescimento de 4,5% registrado no mês anterior. O setor produtor de bens intermediários teve um ligeiro declínio de 0,3%, após ter aumentado 2,3% em junho passado.
Por outro lado, o segmento de bens de capital aumentou 2,5% e os bens de consumo duráveis aumentaram 9,1%. Ambos intensificaram os avanços observados no mês anterior: 0,8% e 5,9%, respectivamente.
Entre as atividades, as principais influências negativas vieram das quedas em: produtos alimentícios (-3,8%), coque, derivados e biocombustíveis (-3,9%) e indústrias extrativas (-2,4%). O setor de celulose, papel e produtos de papel também ajudou a puxar o indicador para baixo, após registrar queda de 3,2%.
Entre as 18 atividades que tiveram aumento na produção, o destaque foi o de veículos automotores, reboques e carrocerias, que subiu 12,0% em julho.
Segundo o IBGE, outras contribuições positivas relevantes no total da indústria vieram de produtos de metal (alta de 8,4%), produtos diversos (alta de 18,8%), produtos químicos (alta de 2,7%), artigos de couro, artigos de viagem e calçados (alta de 12,1%) , máquinas e equipamentos (alta de 4,2%), impressão e reprodução de gravações (alta de 23,4%), de produtos de borracha e plástico (alta de 3,5%), outros equipamentos de transporte (alta de 9,0%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (alta de 5,1% ) e fabricação de artigos do vestuário e acessórios (com aumento de 5,5%).
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