Segundo analistas, as ações da empresa estão sendo negociadas a um preço inferior ao que seria considerado justo. Muito disto é explicado pela queda dos preços do petróleo no mercado internacional. No entanto, os especialistas sugerem cautela, especialmente tendo em conta os movimentos de aquisição que a empresa fez recentemente.
Ontem (30), as ações da petroleira voltaram a cair (e ajudaram a puxar para baixo o Ibovespa) depois que circulou a notícia de que a empresa fez uma oferta não vinculativa para comprar participação majoritária no Campo de Mopane, na Namíbia.. A estatal tenta diversificar seu portfólio de produção fora do Brasil para superar o fim do pico de produção do pré-sal na próxima década. Contudo, os analistas mostraram-se menos optimistas quanto à diversificação da empresa fora dos seus principais activos no Brasil. A petrolífera brasileira concorre com ofertas de outras empresas como Exxon e Chevron, o que poderia aumentar o preço de compra. E, para alguns analistas, o gasto pode acabar “não compensando” e comprometer o fluxo de caixa da empresa sem um retorno que valha a pena.
Para Marco Saravalle, estrategista-chefe da MSX Investexiste o receio de que a empresa faça investimentos arriscados com retornos relativamente baixos. Porém, ele afirma que os bons números que a empresa vem apresentando podem compensar essas negociações.
“O investimento tem essa percepção de risco, mas a empresa está entregando bons números e o relatório de produção deve ser bem recebido pelo mercado. As aquisições deveriam ser sempre questionadas, mas são marginais neste momento”, afirma o analista. Para ele, a queda das ações da empresa tem mais a ver com a queda dos preços do petróleo no mercado internacional, que deve se reverter em breve. “Não acredito que o preço do petróleo fique abaixo ou próximo dos 80 dólares por barril durante muito tempo. Acredito mais que ficará perto de US$ 85 por barril, como vimos recentemente”, afirma.
Para Julia Monteiro, analista da Mycap, a queda nos preços do petróleo também explica parte da desvalorização da Petrobras. O especialista considera, porém, que outros fatores atrapalharam, como algumas paralisações de produção (que inclusive foram anunciadas pela própria empresa em seu plano estratégico). Ela destaca que a compra do campo namibiano poderia atrapalhar o fluxo de caixa da empresa e afastar investidores. Apesar de alertar que existem outras petrolíferas mais atrativas na bolsa, ela também considera que as ações da Petrobras estão sendo negociadas a um preço inferior ao considerado justo, o que apresenta potencial de valorização.
“Essa dispersão em investimentos que têm alta rentabilidade imediata e a concentração no pré-sal podem atrasar alguns projetos da empresa e esse atraso pode prejudicar o fluxo de caixa, o que no final prejudica também a distribuição de dividendos no curto prazo, que é, menos de um ano. Então eu diria para o investidor esperar um pouco antes de investir na Petrobras. Neste momento, empresas como a Prio e a 3R Petroleum parecem-nos mais atrativas. Mas a Petrobras certamente não está precificada em todo o seu potencial devido a esses riscos embutidos”, afirma.
Já Saravalle considera um bom momento para entrar justamente pelas recentes quedas das ações. “Pode ser um bom momento para os investidores aumentarem a sua posição nas ações da empresa. Os investimentos da empresa, seja no Brasil ou no exterior, são movimentos relativamente marginais. Claro que isso levanta preocupações quanto ao uso do recurso, mas por enquanto o investidor deve receber bem as novidades da produção. A empresa continua fazendo bons progressos na entrega. Já tivemos algumas paradas de produção anunciadas, mas em relação ao ano passado os números foram bons e devem ser bem recebidos pelo mercado. Então a leitura deve ser positiva”, afirma.
João Daronco, analista da Suno, tem uma postura um pouco mais cautelosa. Ele afirma que é difícil afirmar o movimento que o mercado terá para a Petrobras imediatamente após a divulgação dos dados de produção, mas considera que “a preços atuais” ainda não há “margem de segurança necessária para que o investidor pessoa física retorne ao mercado”. comprar as ações da empresa. “Mesmo com a manutenção de bons índices de produção, entendo que o preço das ações precisaria cair ainda mais para voltar a ser atrativo para investimentos”, afirma.
Apesar das quedas recentes, até o fechamento de ontem (29), as ações da Petrobras acumulavam alta de 8,96% no ano. Em 12 meses, porém, o aumento é bem maior: 46,43%, o que deixa claro o tamanho das quedas recentes.
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