A primeira volta das eleições legislativas deste domingo em França deverá punir o presidente Emmanuel Macron com uma derrota tão dura – se não pior – como a da votação francesa para o Parlamento Europeu em 9 de junho, segundo as sondagens. O partido de extrema-direita Reunião Nacional (RN), liderado por Marine Le Pen, deverá obter a maior bancada na Assembleia Nacional, com 577 assentos. O segundo turno será no dia 7 de julho.
As urnas encerram às 20h locais (15h em Brasília) e as primeiras estimativas de participação no primeiro turno das eleições legislativas francesas apontam para a menor abstenção dos últimos 40 anos.
Ao meio-dia de Paris (7h em Brasília) 25,9% dos eleitores já haviam ido às urnas, ante apenas 18,4% no mesmo horário da eleição anterior, em 2022. Esse é o índice mais alto desde 1981. Diante disso, prevê Mais de dois terços dos registrados votam. A última vez que a participação foi tão elevada (67,9%) foi em 1997.
Este índice é uma demonstração do enorme interesse suscitado pelas eleições entre os 49 milhões de eleitores franceses. Existe, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, a possibilidade de a ultradireita ser o bloco com maior número de assentos na Assembleia Nacional.
Nas eleições europeias, o RN obteve cerca de 32% dos votos. As sondagens para as actuais eleições mostram que o partido de Le Pen terá cerca de 37% dos votos. Em segundo lugar vem o sindicato de esquerda Nova Frente Popular, com cerca de 28%. Espera-se que o partido centrista de Macron, Juntos, obtenha cerca de 20% dos votos – um desempenho semelhante ao seu desempenho na votação da UE.
Analistas dizem que Macron está à beira de perder a aposta gigantesca que fez ao antecipar as eleições legislativas, projetando que a surpresa e o medo causados pelo triunfo do RN na votação europeia empurrariam os eleitores mais para o centro.
A votação não afeta diretamente a capacidade de Macron permanecer no cargo até ao final do seu mandato em 2027, e Macron disse que não irá renunciar. Mas uma provável vitória da extrema direita poderá levar à formação de um governo que se oponha ao presidente.
O sistema semipresidencialista francês permite este cenário – que poderá levar a um governo de coabitação, como o último formado entre o conservador Jacques Chirac e o socialista Lionel Jospin – de 1997 a 2002.
As eleições antecipadas acabaram por se transformar num novo referendo sobre o “macrónimo”. O presidente enfrenta o desgaste de sete anos no poder —durante os quais teve que realizar reformas impopulares como a da Previdência e os impostos.
“Macron continua a dizer que nos ouve, que nos compreende, que vai reformar o país mais rapidamente, acelerar. Mas não queremos seguir o caminho que ele propõe”, disse Emmanuel Ringuet, técnico de 53 anos que trabalha na montadora francesa Renault. Para ele, os serviços públicos estão a ser destruídos sob Macron, enquanto a sua cidade operária nos arredores de Paris foi invadida pelo crime.
Socialista de longa data, Ringuet estuda e vota agora no RN pela primeira vez, acrescentando: “Dói-me, mas é para o bem comum”.
Uma nova vitória do RN deverá colocar a extrema direita no limiar do poder. Ao mesmo tempo, afectaria seriamente a autoridade de Macron, numa altura em que o país luta para finalizar os preparativos para os Jogos Olímpicos, que começam em 26 de Julho.
Conteúdo publicado originalmente pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Brasil Valor Econômico
juros emprestimo bancario
simular emprestimo pessoal itau
emprestimo aposentado itau
quem recebe bpc pode fazer financiamento
empréstimo caixa simulador
quanto tempo demora para cair empréstimo fgts banco pan
empréstimo consignado do banco do brasil