O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB)permanece por enquanto na liderança da corrida eleitoral na capital, segundo pesquisa Genius Quest divulgado nesta quinta-feira (25), em situação de empate técnico com o deputado Guilherme Boulos (Psol) e com o jornalista e apresentador José Luiz Datena (PSDB)no cenário com todos os possíveis candidatos.
Nunes ficou com 22%, Boulos com 21% e Datena com 17%, sendo que a margem de erro do campo colhido entre 22 e 25 de junho é de três pontos percentuais. Em seguida estão os influenciadores digitais Pablo Marçal (PRTB)com 10%, o deputado Tabata Amaral (PSB)com 6%, Marina Helena (Nova)com 4%, e o deputado Kim Kataguiri (União Brasil), com 3%. Os demais candidatos representam 2%.
Este cenário, tão amplo quanto possível, dificilmente se concretizará. O União Brasil, através de sua principal liderança na cidade, vereador Milton Leite, já anunciou que apoia Nunes. Datena se apresentou como pré-candidato nas últimas quatro eleições e desistiu na última hora. Deve ser considerado, porém, pois é o que melhor mede o potencial de cada pessoa.
O desempenho de Datena na pesquisa Genial Quaest difere de outras pesquisas realizadas nas últimas semanas, que o colocam empatado com Marçal. Datena é apresentadora de televisão analógica, fenômeno midiático anterior às redes sociais. Como “outsider”, atua no mercado eleitoral há mais de dez anos. Marçal é um produto dos novos tempos.
Porém, segundo a pesquisa, Datena é o primeiro na faixa de até dois salários mínimos (26%, ante 18% de Nunes, 13% de Boulos e 5% de Marçal). Empata com Nunes pela liderança entre os eleitores com escolaridade até o ensino fundamental, obtendo 24%. Fica em segundo lugar entre os evangélicos (21%, neste campo Nunes é o líder, com 22%), entre os eleitores com mais de 60 anos (18%, contra 31% de Nunes), entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 (18%, Boulos à frente, com 37%) e terceiro entre os que optaram por Bolsonaro (17%, atrás de Nunes e Marçal).
Sintomaticamente, porém, não aparece em menções espontâneas, sem apresentação de lista, ao contrário de Kim e Tabata, que são citados por pelo menos 1% dos entrevistados. O que não surpreende, dado o histórico de desistências do tucano, que antes era do PT, PP, PDT, DEM, PSB, etc. Os 1.002 entrevistados, quando questionados sobre eleições, não se lembravam dela como opção.
Na espontânea, Boulos está à frente, com 10%, seguido por Nunes, com 8%, e Marçal, com 3%. É importante, portanto, olhar para o quarto cenário pesquisado pela Genial Quaest, que não inclui Datena ou Kim Kataguiri.
Neste cenário, que é o mais provável, Nunes aparece com 28%, Boulos com 24%, Marçal com 13%, Tabata com 10% e Marina Helena com 6%. É um indício de que Marçal divide o eleitorado conservador, impedindo que Nunes substitua Boulos. Sugere também que, apesar dos eleitorados de Datena e Kim estarem redistribuídos entre todos os outros candidatos, Nunes seria o principal beneficiário de um cenário sem opções para o PSDB e a União Brasil.
A Genial Quaest não pesquisou um cenário sem Marçal, Datena e Kim, o que seria o ideal para o prefeito, mas não há dúvida de que a intenção de voto do emedebista sempre cresce quando a lista de candidatos é menor.
A pesquisa Genial Quaest traz dados ruins para Marçal: ele é o único candidato conservador que perde para Boulos em simulação de segundo turno. O candidato do Psol venceria o último turno contra Marçal por 41% a 30%. No cenário mais provável de segundo turno, Nunes derrotaria Boulos por 46% a 34%. Na improvável hipótese de um segundo turno entre Datena e Boulos, o tucano venceria por 43% a 35%.
Outras informações cruzadas indicam que Nunes tornou-se de facto mais dependente do apoio efetivo de Bolsonaro nas eleições. Se isso acontecer, o avanço de Marçal tenderá a diminuir. Quando a pesquisa é feita entre os eleitores que optaram pelo ex-presidente em 2022, Nunes está com 34%, Marçal vem em segundo com 20%, Datena em terceiro com 17% Kim em quarto com 5%, Boulos em quinto com 4% e Marina Helena e Tabata empataram com 3%. Esta é a melhor atuação de Marçal em todos os cruzamentos. É importante, porém, destacar que Bolsonaro em São Paulo é um líder eleitoral menos importante que Lula, segundo a pesquisa. 29% dos entrevistados gostariam que o próximo prefeito fosse aliado de Lula, contra 19% de Bolsonaro.
O melhor desempenho de Boulos é entre as mulheres, onde lidera, com 23%, ante 21% de Nunes e 18% de Datena. Boulos também lidera em cruzamentos menos significativos, como os eleitores com ensino superior (29%, contra 22% de Nunes e 11% de Marçal) e 23% entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, empatando com Nunes , com Marçal em terceiro com 14%. Boulos lidera a faixa etária dos 16 aos 34 anos, mas com 20%, a curta distância de Marçal, que tem 17%. Os dados mostram, portanto, que o candidato do Psol mostra vitalidade no centro ampliado, mas tem dificuldades na periferia. No eleitorado com renda de até 2 mínimos, em que Datena é líder, Boulos tem apenas 13%, cinco pontos percentuais atrás de Nunes. O apoio de Lula, forte nesse segmento, poderá proporcionar crescimento ao pré-candidato de esquerda.
A pré-candidatura de Tabata está com dificuldades para sair do papel. A deputada do PSB não se destaca entre as mulheres (6%, contra 8% entre os homens), não tem vitalidade entre os jovens (9%, numericamente atrás da sexagenária Datena, que tem 10% neste segmento) e consegue o seu melhor resultado entre eleitores com ensino superior, onde não ultrapassa 10%.
O Genial/Quaest também mediu o potencial de rejeição dos pré-candidatos. A rejeição potencial é aquela em que cada entrevistado é provocado a responder se, em relação a determinado nome, sabe e votaria ou sabe e não votaria. Nesse sentido, 51% dizem que sabem e não votariam em Datena, o que sugere que o tucano aparece com o seu teto nas pesquisas. Boulos é rejeitado por 41% dos que o conhecem. Nunes, por 38%. No caso de Marçal, apenas 52% dizem conhecê-lo. Destes, 21% votariam no PRTB e 31% não votariam. Tabata não tem melhor desempenho. Desconhecida por metade do eleitorado, a metade que a conhece é desfavorável: 28% rejeitam a deputada e 22% votariam nela.
A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob protocolo 08653/2024.
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