Associação que representa o setor vê oferta apertada, mas descarta possibilidade de falta do produto. No Brasil, a indústria cafeeira não possui fornecimento regular de grãos para processamento, o que prejudica os estoques e pode resultar no aumento dos preços no varejo. A situação foi mapeada entre os dias 17 e 28 de junho pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) por meio de um cálculo que indica como está a cadeia produtiva fora do campo. Contudo, a entidade descarta falta de café no mercado. Leia também Cafés especiais do Brasil geram negociações milionárias na Dinamarca Ministério da Agricultura recebe propostas para contratar recursos do Funcafé Produtores de café já venderam 33% da safra 2024/25 Dados que compõem o Índice de Oferta de Café para a Indústria (IOCI) apontam para um cenário definido pela Abic como “oferta seletiva” das duas espécies, arábica e conilon. Segundo boletim da associação, isso significa que, em ambos os casos, empresas de todos os portes não têm abastecimento regular de grãos, “sendo o abastecimento gradual e seletivo”. O indicador de normalidade, em geral, é de 7 a 9 pontos. Porém, no período de junho analisado, o café arábica teve 5,12 pontos e o conilon 5,66 pontos. “Durante os últimos meses, a oferta permaneceu seletiva, mesmo com a chegada da nova safra brasileira de café”, acrescenta o relatório da entidade. “Mesmo que o indicador aponte para uma oferta seletiva, não falta café. Devido à volatilidade do preço da matéria-prima, há maior pressão nas negociações, causando insegurança tanto para quem vende quanto para quem compra”, explica Abic. Para o cálculo do índice são consideradas algumas com base em três avaliações de cada empresa associada à Abic e que aceita participar voluntariamente. Um deles é a quantidade disponível, que indica a dificuldade de abastecimento; a qualidade desejada do produto oferecido, que corresponde à dificuldade com a qualidade do produto e, por fim, os vendedores tradicionais de cada setor que apontam a dificuldade com a fonte de abastecimento. Após as indústrias participantes responderem às categorias, é calculada a média ponderada das respostas e indica se o fornecimento vai de “impossível” a “normal”, explica a entidade. “Assim, quanto menor o valor, pior será a oferta de café verde. Por outro lado, quanto maior o valor do IOCI, mais fácil será para a indústria adquirir matéria-prima”. Saiba mais taboola Desde o ano passado, o mercado cafeeiro sinaliza a necessidade de reposição de estoques nas indústrias globais, inclusive no Brasil. Com o clima adverso prejudicando as colheitas de outras fontes produtoras, como o Vietname e a Indonésia, o défice da indústria deverá continuar e deverá sustentar aumentos nos preços dos cereais nas bolsas de valores de Londres e Nova Iorque nas próximas semanas. O cenário reflete também no preço do produto final no varejo. Segundo a Abic, o mercado brasileiro acompanha os preços internacionais, mas o repasse ao consumidor final é lento. “Embora a matéria-prima corresponda a 70% do custo total do café industrializado, existem outros fatores, como a concorrência e a negociação com o varejo, que contribuem para que o consumidor não sinta imediatamente o efeito dessa volatilidade”, acrescenta o relatório da Abic. Café especial No entanto, os preços podem começar a subir nas próximas semanas. Os cafés especiais também apresentam custos mais elevados para a embalagem de 250 gramas, influenciados pelo preço da commodity nas bolsas internacionais, o que garante um melhor valor da saca de 60 quilos ao produtor no Brasil. Uma cafeicultora do interior de São Paulo disse à reportagem que conseguiu vender o café “bica Running”, considerado de qualidade inferior, por R$ 1.400,00 a saca com coleta na própria fazenda, evitando que ela tivesse que arcar com frete e custos logísticos. . “Pela primeira vez temos uma entrada na safra com preço forte, que vai continuar”, disse. A venda de um lote do ano passado que o produtor tinha armazenado à espera de melhores preços e vendido em junho indica que há cafeicultores mantendo estoque em busca de preços altos em linha com o câmbio do dólar, enquanto grandes produtores optam pelo mercado de exportações, dificultando a reposição de estoques no mercado interno para torrefações e grandes indústrias. Em maio, os grãos de café verde Arábica para exportação foram cotados a R$ 1.300,00 a saca de 60 quilos e encerraram junho a R$ 1.339,00. Enquanto os produtores e agentes brasileiros da cadeia do café tentam lucrar, seja por meio de vendas internas ou embarques para parceiros internacionais, a safra 2024/25 caminha para sua fase final no campo. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta temporada a expectativa é atingir 58,8 milhões de sacas de 60 quilos, número 6,8% superior ao ano anterior (55,1 milhões). Há outras entidades privadas mais otimistas, como o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que projeta 69,9 milhões de sacas para o mesmo ciclo.
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