A Portofino Multi Family Officeuma das três maiores casas dedicadas a administrar o patrimônio dos ricos do país, abriu uma área para atender apenas artistas, atletas e influenciadores. O tratamento especial se justifica por uma peculiaridade: é comum que esses profissionais ganhem muito dinheiro rapidamente, mas suas carreiras duram pouco e muitas vezes eles perdem o que conquistaram por falta de planejamento financeiro.
“Muitas vezes os atletas só têm expectativa de vida dos 17 aos 35 anos ou os artistas fazem músicas de muito sucesso e, de repente, não conseguem. Damos uma noção de planejamento e mostramos as estruturas a serem criadas para gerar valor para quando eles se aposentarem”, afirma Fritz Stocklerparceiro de esportes, artes e entretenimento da Portofino.
A decisão da Portofino visa um segmento também explorado por family offices como Capital Galáticos, Esportes para toda a vida Isso é Redoma Capital.
“Muitos atletas querem ser comentaristas esportivos na segunda parte da vida, por exemplo, mas não há muitos canais disponíveis para trabalhar. É muito importante conseguir conforto financeiro para que eles possam ser o que quiserem depois de uma certa idade”, afirma Stockler.
Ainda, artistas, atletas e influenciadores muitas vezes sofrem com a gestão inadequada de dinheiro por parte de familiares ou amigos e, sem conhecimento e tempo, tornam-se vulneráveis aos aproveitadores. “Já vi situações em que pessoas aderiram a 14 consórcios, moravam fora do Brasil, mas tinham um carro de R$ 1,5 milhão estacionado na garagem, ou tinham dez relógios, mas olhavam as horas no celular”, diz Stockler.
“Eles confiam em muita gente que vende muitas coisas e é muito assediada. Tudo o que é oferecido a essas pessoas é vendido como se fosse o último biscoito do pacote, a melhor casa, o melhor carro, mas nem sempre são os melhores negócios”, afirma. Além disso, muitas pessoas mudam-se para outro país e perdem dinheiro ao ignorarem a legislação do país onde se encontram.
Para abrir esse espaço para artistas, atletas e influenciadores, a casa comprou o Gestão de Patrimônios de Itajuí, que já trabalhou com esse público. A função do escritório é primeiro entender as necessidades da pessoa, analisando compromissos financeiros, objetivos de curto, médio e longo prazo, patrimônio e perfil de risco como investidor.
O family office então apresenta um plano e uma equipe gerencia a carteira de investimentos e os ativos da pessoa. O dinheiro não fica com a administradora e fica guardado em instituições financeiras custodiantes. Mensalmente, a Portofino oferece relatórios para que as pessoas possam acompanhar seus investimentos e planos.
“A decisão final cabe sempre aos clientes, mas procuramos trazer racionalidade às decisões e ser uma voz na consciência”, afirma o sócio. “Mostramos que não faz sentido, por exemplo, comprar uma casa de R$ 5 milhões em um condomínio com imóveis de R$ 1 milhão, porque depois será difícil vender. Também não faz sentido ter uma carteira de investimentos em reais, mas morar no exterior e não ter planos de voltar, ou ter muitas casas que não são usadas, mas geram despesas”, afirma.
Ele conta que, geralmente, o primeiro sonho desse público é comprar uma casa para a família, em agradecimento ao sacrifício que os pais fizeram para que o artista, atleta ou influenciador avançasse na carreira. Depois vem a realização do desejo pela casa, relógios e outros bens.
“Eu brinco que sou mais terapeuta do que gestor de patrimônio. A mesma conversa que tenho com meus filhos, tenho com meus clientes. Eles deveriam ser admirados por quem são, não pelo que têm”, diz ele.
Além dos tradicionais serviços de consultoria fiscal, sucessória e tributária, estratégia e gestão de investimentos e planejamento financeiro, a área oferece serviços como concierge de luxo, filantropia e administração de propriedades. O escritório ajuda, por exemplo, no cuidado diário, no pagamento de contas e na criação de fundações ou na realização de instituições de caridade e investimentos que reflitam valores pessoais. “Já fiz até reuniões para matricular os filhos dos clientes na escola”, diz ele.
Criado em 2012 pelo administrador e advogado Carolina Giovanella cuidar dos bens da própria família, Portofino tem atualmente R$ 26 bilhões em ativos no Brasil e no exterior sob gestão, 140 funcionários e oito escritórios em diferentes cidades, incluindo Nova York.
Os family offices administram o patrimônio dos ricos, auxiliando na educação financeira, nos investimentos e no planejamento fiscal, sucessório e tributário. As casas conhecem a fundo as particularidades das pessoas e de suas famílias e desenvolvem estratégias no interesse de seus clientes. As aplicações financeiras são realizadas em diferentes instituições financeiras.
Os family offices recebem como remuneração uma taxa fixa sobre as carteiras administradas dos clientes, em vez de comissões dependendo dos produtos vendidos, como é o caso dos consultores de bancos e corretoras. Assim, o alinhamento de interesses é maior.
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