A fruta é utilizada para adoçar bebidas e compor novos blends. A maçã é conhecida por ser saborosa e nutritiva e por ser consumida in natura ou como ingrediente de bolos, tortas e outras receitas. Mas há um uso que recentemente surpreendeu muitos usuários nas redes sociais: a presença da maçã na maioria dos sucos industrializados. Nas últimas semanas, vídeos de consumidores vasculhando as prateleiras dos supermercados em busca de maçãs “escondidas” em embalagens de suco de laranja, morango, uva e outras frutas se tornaram virais no Tiktok. Entenda por que isso acontece. Leia também: Cintia Pereira da Silva, nutricionista e pós-doutoranda da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), explica que a indústria costuma usar maçã como adoçante. “O suco de maçã é usado porque adoça mais sem interferir no sabor. Dessa forma, não há necessidade de adicionar açúcar. Por isso vai bem em uma grande variedade de bebidas”, afirma. A especialista entrevistada pelo Globo Rural acrescenta que a escolha das indústrias pelo suco de maçã ganhou mais força após a nova regra de rotulagem de alimentos embalados publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2020. Segundo ela, é obrigatório incluir no o produto com o selo “rico em açúcar”, “rico em sódio” ou “rico em gordura saturada” para informar se algum dos componentes possui alto teor. Além dessa questão, a indústria criou alguns novos blends com maçã para substituir parte da laranja, que está mais cara devido à quebra de safra. E o açúcar das frutas? Com a adição de maçãs para adoçar as bebidas, surgiu uma dúvida: seria necessário incluir o selo na embalagem por conta da frutose? Segundo a nutricionista, a Anvisa (RDC nº 429, de 8 de outubro de 2020) permite que, se o açúcar vier de vegetais, como sucos integrais, reconstituídos, concentrados ou desidratados, não seja considerado açúcar de adição, mas sim, total. Esta lista, além das frutas (inteiras, em pedaços, em pó ou desidratadas), também inclui legumes, leguminosas, tubérculos, cereais, nozes, castanhas, grãos, sementes, coco, pastas (amendoim ou castanha), farinhas, amido de milho, amidos, fécula de tapioca, nibs de cacau, massa de cacau, licor de cacau e cacau em pó e especiarias. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a legislação não prevê limite máximo de adição de açúcar nas bebidas, mas as empresas têm procurado reduzir seu uso com o uso do suco de maçã. E, caso optem por incluí-lo, deverão informar na embalagem. “O que a indústria também fez foi colocar o adesivo da maçã na caixa. Acontece que, teoricamente, é como se fosse a formulação de uma mistura de sucos e não o objetivo tecnológico de adoçar. Todas essas são soluções tecnológicas em relação à legislação”, finaliza Cintia da Silva. O que você bebe? No decreto nº. 6.871/2009, o Mapa determina que suco ou suco “é a bebida não fermentada, não concentrada, destinada ao consumo, obtida a partir de fruta madura e sã ou de parte do vegetal original, por meio de processamento tecnológico adequado, submetida a tratamentos que garantam sua apresentação e conservação até o momento do consumo”. Já o suco misto é aquele obtido “pela mistura de frutas, combinação de frutas e vegetais, combinação de partes comestíveis de vegetais ou mistura de suco de frutas e vegetais, sendo o nome composto pela expressão suco misto, seguido da relação de frutas ou vegetais utilizados, em ordem decrescente das quantidades presentes na mistura”. Há ainda a opção de polpa, resultante “da mistura de fruta polpuda com outra fruta polpuda ou sem polpa ou com a parte comestível do vegetal ou suas misturas” e o néctar, definido como “uma bebida não fermentada, obtida proveniente da diluição em água da parte comestível do vegetal ou do seu extrato, adicionado de açúcar, destinado ao consumo direto.
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