Em meio a uma sequência de dias muito quentes, secos e quase sem nuvens no céu, as cores do pôr do sol têm se destacado em diversas capitais do país. Apesar de ser um ótimo cenário para fotos, o fenômeno está diretamente associado à poluição.
Além disso, o bloqueio atmosférico que causou a onda de calor duradoura que afecta o país também contribui para esta condição.
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Isso porque, segundo o Climatempo, com a estabilidade da massa de ar seco, a poluição fica retida nas camadas mais baixas da atmosfera.
Partículas suspensas contribuem para a alta concentração de poluentes, alteram a cor do céu e dispersam a luz no espectro laranja.
“A cor laranja e avermelhada está relacionada à interação da luz com poluentes que se concentram na camada inferior da atmosfera, mais próxima da superfície”, explicou Josélia Pegorim, meteorologista do Climatempo.
A principal explicação para esse espetáculo de cores é que as partículas de poeira facilitam a dispersão da cor azul e favorecem o destaque de outras cores no céu, como os tons alaranjados.
Além de alterar as cores do pôr do sol, a alta concentração de poluentes também pode alterar a cor da Lua. A mudança é reflexo da poluição e das queimadas, que se multiplicam com o tempo mais seco.
Assim, quanto mais poluído o ar, mais vermelho é o tom da Lua. E quanto mais próxima do horizonte a Lua estiver, mais vermelha ela aparecerá, devido ao reflexo da luz nas partículas de poluição.
Mas o excesso de poluição também pode prejudicar a visibilidade tanto do Sol como da Lua. A espessa camada de poluentes rouba o brilho e a intensidade do nascer do sol.
Foi o que aconteceu nas cidades que acordaram cobertas pela fumaça dos incêndios nas últimas semanas, por exemplo.
Embora proporcionem lindas cores ao pôr do sol, o tempo seco e a poluição podem causar diversos problemas respiratórios.
Em dias com níveis preocupantes de baixa umidade do ar devido à onda de calor, recomendam-se os seguintes cuidados:
- Beba bastante líquido;
- Evitar desgastes físicos nas horas mais secas;
- Evite a exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.
Embora a onda de calor deva durar, com temperaturas elevadas até meados da segunda quinzena do próximo mês, algumas regiões poderão experimentar um breve alívio do calor a partir desta quinta-feira.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), todos os estados do Sul, sudoeste de São Paulo e sul de Mato Grosso do Sul poderão sofrer quedas de até 5ºC nas temperaturas entre quinta (5) e sexta (6).
As capitais do Sul são as que deverão registrar as menores notas. Em Porto Alegre, a temperatura mínima deverá cair para 7°C na sexta-feira. O mesmo está previsto para Curitiba.
A previsão é de geadas para regiões do sudoeste do Rio Grande do Sul, com temperatura mínima de até 3°C e leve risco de perda de safra.
No Sudeste, as temperaturas também deverão cair na sexta-feira. No Rio de Janeiro, a máxima não passa de 25°C e, em São Paulo, 24°C.
Os meteorologistas lembram que o refresco será mesmo momentâneo. No sábado (7) as temperaturas voltarão a subir nessas regiões.
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