Rogério Clementino, 1º brasileiro a conseguir vaga nas Olimpíadas de Pequim 2008 no adestramento, explica a importância de priorizar o bem-estar animal O vídeo da amazona Charlotte Dujardin, da Grã-Bretanha, maltratando um cavalo não só causou sua suspensão pela Federação Equestre Internacional (FEI , sua sigla em francês) na semana de abertura das Olimpíadas de 2024. O caso também levantou questionamentos sobre o trabalho realizado com animais no hipismo. Leia mais Quem é o atleta equestre que deixou as Olimpíadas devido a um vídeo de maus-tratos a um cavalo Quanto custa um cavalo equestre? Veja essa e outras curiosidades Longas viagens e a rotina de uma atleta: como os cavalos se preparam para as Olimpíadas Inicialmente, a atleta de 39 anos anunciou sua desistência da competição. No entanto, a instituição que controla as associações desportivas equestres optou por proibi-la de participar em qualquer atividade sob a sua jurisdição ou de uma federação nacional até ao final das investigações sobre a situação mostrada no vídeo. Texto inicial do plugin O que é treinamento? Para Rogério Clementino, primeiro brasileiro a conquistar uma vaga nas Olimpíadas de Pequim 2008 no adestramento e medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, o esporte vai muito além do desenvolvimento das habilidades do cavalo. Em entrevista ao Globo Rural, o atleta e treinador destaca que a naturalidade é fundamental. “Cada pessoa define de uma forma, mas, para mim, adestramento é harmonia na relação entre homem e cavalo. Temos que deixar isso o mais claro possível dentro do treinamento”, afirma. Rogério da Silva Clementino foi o primeiro negro a integrar uma equipe hípica do país Wikipedia/ Creative Commons Por duas vezes, Clementino ficou de fora dos Jogos por causa de uma lesão em um animal. Uma dessas ocasiões foi em 2008. Ele foi afastado do time no dia anterior e não competiu. O episódio foi mais um que o fez perceber que precisava olhar os animais de uma forma diferente. “Chegou um ponto em que comecei a repensar minha abordagem. Procurei me colocar no lugar do cavalo e, principalmente, não vê-lo como um objeto. Só conseguiremos bons resultados quando passarmos a respeitar e ver o animal como ser vivo e protagonista”, argumenta o atleta. Você pode usar um chicote ao andar a cavalo? No vídeo divulgado pela mídia da Inglaterra, é possível ver Charlotte Dujardin batendo no cavalo com um chicote durante o treino de adestramento. A utilização do objeto é, sim, permitida pela Federação Equestre Internacional (FEI, na sigla em francês), mas de forma diferente. Assim como a espora e a mordida, materiais que também fazem parte do adestramento, o chicote deve ser utilizado com o objetivo de ensinar o animal, e não de assustá-lo ou puni-lo. Não pode ser utilizado após a eliminação, por exemplo, nem após completar o percurso da corrida. Texto inicial do plugin “Precisamos usá-lo corretamente. Não é atacar ou bater. Com um simples toque do chicote o cavalo já entende o que você quer. É preciso ter delicadeza para que ele saiba disso, sem agressões e sem uso de força”, explica Clementino. Bem-estar animal Hoje, como atleta e treinador, Rogério Clementino procura priorizar o bem-estar dos cavalos dentro e fora dos treinos. “O hipismo não se trata apenas de equitação. Os cuidados começam pela alimentação, escolha do local onde ele vai dormir, horários de sono e treino. Temos que oferecer um bom piquete, água limpa gratuita, alimentação de qualidade nos horários corretos, rotina de corte e ferragem dos cascos. Precisamos oferecer conforto em alto nível.” Um dos cavaleiros treinados por Clementino é Adriano Soares, visto como uma promessa para o próximo ciclo olímpico. As aulas vão muito além das técnicas básicas. “Falo sobre a importância de conhecer o animal e depois você mesmo. Quando temos consciência de que o cavalo é o protagonista, que precisamos chegar ao ápice no tempo dele, você deixa de acelerá-lo. Assim ele será um cavalo feliz que vai devolver tudo nas provas com naturalidade”, garante. Juliana Freitas, veterinária da Federação Equestre Internacional (FEI) nas Olimpíadas de Paris, também destaca a importância do trabalho dos profissionais de saúde para manter o bem-estar no esporte e garantir a continuidade e evolução do hipismo. “A prática está sendo cada vez mais questionada. E à medida que a visibilidade dos Jogos traz um público que não conhece o esporte, os questionamentos aumentam. Portanto, nossa responsabilidade vai além do atendimento clínico: somos os guardiões da saúde e do bem-estar -o saúde dos cavalos, precisamos garantir que suas necessidades físicas e emocionais sejam atendidas”, diz ela, que foi veterinária do Time Brasil em Pequim 2008 e no Pan 2017.
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