Em meio à falta de consenso, a declaração da “4ª Reunião da Força-Tarefa para a Mobilização Global contra as Mudanças Climáticas” do G20, discutida nesta sexta-feira (13), no Rio, tem como uma das principais apostas a chamada “Plataforma País ”. A iniciativa procura facilitar um menu de opções para que as nações possam captar e acelerar investimentos climáticos externos de acordo com as prioridades nacionais.
Também são discutidos pontos que podem ser melhorados, desde a regulação – nacional e internacional – até as formas de acesso aos recursos. A força-tarefa, introduzida pela presidência brasileira do G20, reúne as áreas de negociadores (sherpas) e finanças. No início da tarde, representantes brasileiros conversaram com jornalistas no Hotel Sheraton, na Zona Sul do Rio, onde ocorrem as negociações.
O embaixador e negociador climático, André Corrêa do Lago, informou que ainda não há convergência entre os países. As diferenças não foram detalhadas, mas ele afirmou que se devem à “diferença de pensamentos” do grupo, que é heterogêneo. A expectativa é que, até o final do dia, o texto final esteja escrito, mas ainda não há confirmação sobre a data de lançamento.
“O G20 é muitas vezes visto como uma ponte entre o G7 e os Brics, mas é acima de tudo um grupo que tem de incorporar formas de cooperação. É um fórum de discussão entre países que não têm ‘afins’, países que não têm posições tradicionalmente conjuntas”, disse Corrêa do Lago aos jornalistas esta tarde.
A secretária nacional de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Ana Toni, afirmou que um dos principais pontos de convergência é o modelo “Plataforma País”. O instrumento inspira-se em iniciativas já implementadas na África do Sul e na Indonésia, no âmbito do plano “Transição Energética Justa” (JET).
“Ficou muito claro nesta reunião que existe um consenso sobre a importância deste instrumento. No caso do Brasil, pode acelerar a atração de investimentos para onde precisamos avançar, dando escala ao que pretendemos, por exemplo, no Plano de Transformação Ecológica e no Plano Climático”, disse Toni.
Segundo o secretário, a força-tarefa está trabalhando em sugestões para que os países possam criar suas próprias plataformas, vinculando suas prioridades à implementação de contribuições determinadas nacionalmente (NDCs).
Para a coordenadora da Trilha de Finanças do G20 e secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, embaixadora Tatiana Rosito, o foco está na mobilização e transferência de recursos para facilitar a transição climática e também um novo padrão de desenvolvimento, produção e consumo. isso é mais sustentável.
Rosito também citou uma série de aspectos que precisam ser melhorados em termos de financiamento climático: “O primeiro deles é regulatório, os países precisam ter regras que se comuniquem e sejam interoperáveis”, observou.
O embaixador destacou ainda estruturas financeiras inovadoras, como a partilha de riscos entre investimentos públicos e privados. Ela também citou uma área de justaposição com a qual foi negociada no Grupo de Arquitetura Financeira Internacional do G20.
“A discussão envolve como os bancos multilaterais de desenvolvimento podem articular-se melhor com o sistema e como os fundos climáticos verticais, aos quais queremos expandir o acesso, podem aproveitar melhor estas novas estruturas e trabalhar em conjunto com os bancos multilaterais”, acrescentou.
Também à mesa, a vice-chefe do departamento de relações internacionais do Banco Central (BC), Cyntia Azevedo, destacou a singularidade do formato da força-tarefa.
“É a primeira experiência que estamos tendo e tem sido muito interessante colocar os negociadores climáticos e financeiros na mesma sala, para podermos realmente conhecer como é feito o trabalho. Acho que tem sido um grande processo de aprendizado para todos que participam”, disse ele.
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