Para o instituto é preciso dar abrangência e escala às boas práticas. Os valores anunciados nesta quarta-feira (3/7) pelo Plano Safra 24/25 podem chamar a atenção, mas a principal urgência deve ser direcionar esses recursos para práticas agrícolas sustentáveis e, em especial, para a descarbonização do setor, aponta o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). Leia também Plano Safra 24/25 sofreu ‘efeito colateral’ de juros altos, diz Fávaro Governo dará desconto nos juros a produtores com boas práticas Crédito rural com subsídios financiou áreas com desmatamento “O Brasil é líder na produção mundial de diversos produtos agrícolas commodities e o mundo espera que ela também assuma um papel de liderança na transição para modelos de produção mais sustentáveis”, aponta a cientista ambiental e diretora do programa Clima, Uso do Solo e Políticas Públicas do Imaflora, Isabel Garcia-Drigo. Segundo ela, o país já tem boas iniciativas na área, mas o desafio é dar amplitude e escala às boas práticas. O direcionamento adequado dos recursos do Plano Safra seria essencial para impulsionar mudanças em direção à sustentabilidade. “No entanto, para obter este efeito, as instituições financeiras devem ser capazes de separar o joio do trigo, garantindo que os recursos cheguem a empresas verdadeiramente sustentáveis ou em transição para uma produção de baixo carbono”, acrescenta. O Instituto defende que, apesar dos incentivos para quem adota práticas agrícolas sustentáveis, o modelo se beneficiaria com a criação de uma taxonomia financeira agrícola. Além disso, para maior transparência na concessão de crédito rural, Drigo defende que o acesso aos recursos e benefícios seja controlado por um sistema de monitoramento, verificação e reporte dos valores concedidos. Segundo o Imaflora, a mudança é necessária tanto pelas mudanças climáticas quanto pela demanda do mercado, como a regulamentação antidesmatamento da União Europeia (UE). “Essas exigências vieram para ficar e estão começando a se expandir para outros grandes mercados, como a China e a América do Norte. Elevar a actividade agrícola a um novo patamar de sustentabilidade é do interesse do país, que protege assim a sua principal fonte de divisas; produtores, que mantêm abertos os seus canais de exportação; da população, que preserva empregos e recursos naturais; e o clima, pela menor emissão de gases causadores de aquecimento”, finaliza Drigo.
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