As críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao atual presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, não são novidade. Mas de vez em quando eles se intensificam, como nos últimos dias. A mudança no comando da autoridade monetária ocorre em dezembro e ninguém tem dúvidas de que será escolhido um novo presidente. Mas Isso poderia trazer alguma mudança no Pix e no Open Finance?
pix, meio de pagamento instantâneo, e open finance, sistema financeiro aberto que permite ao usuário compartilhar informações sobre sua vida financeira com diversas instituições, fazem parte da Agenda BC#, agenda de trabalho desenvolvida desde 2019 pelo BC e que tem como foco sobre a evolução tecnológica do sistema financeiro. A Agenda BC# reformulou a Agenda BC+, projeto iniciado em 2016 para a democratização financeira. A nova cara do projeto ocorreu com a chegada de Campos Neto à presidência do BC, após indicação de Jair Bolsonaro. E já existem resultados significativos.
O pix foi renovado número recorde de transações diárias e se tornou o principal meio de transferência de recursos do país. E uma das razões para isso é o fato de ser gratuito entre indivíduos quando as transações ocorrem fora dos canais de atendimento presenciais. Isso poderia mudar imediatamente após a posse do novo presidente?
“Qualquer mudança nesse cenário deverá ser feita por meio de processo formal de mudança regulatória envolvendo a diretoria colegiada do Banco Central, e não é prerrogativa exclusiva do presidente do órgão federal vinculado ao Ministério da Fazenda”, explica. Luiz Felipe Attié, advogado na área de Meios de Pagamento de Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW).
Além de o presidente do BC não decidir sozinho, a entrada em vigor de uma mudança regulatória segue um prazo, que está estabelecido na própria nova norma, acrescenta Attié, que também é especialista em Direito Empresarial pela FGV.
“A aplicação imediata de regras impactantes não é uma característica do Banco Central, que tende a valorizar a transparência e alinhar suas decisões a partir de diálogos com a sociedade e com os participantes do mercado financeiro”, comenta.
Agenda de inovação consolidada
Além da provável manutenção das regras do pix que garantem sua gratuidade, sua continuidade e financiamento abertoassim como os brasileiros se acostumaram, também é visto como certo entre membros do BC e participantes do setor de serviços financeiros ouvido por Valor Investir e por Valor*.
O especialista em serviços financeiros Gueitiro Gensoque anteriormente foi vice-presidente de varejo da BB e CEO da PicPaydefine que a inovação se tornou uma agenda estadual que já comprovou seus ganhos.
“Se hoje conseguimos abrir uma conta corrente apenas com dados digitais, sem precisar levar os recibos para a agência física, é graças a uma agenda de inovação construída por uma equipe técnica muito competente do BC. veja a mudança de comando com preocupação”.
Para executivos de uma grande empresa que trabalha com banking as a service (que permite que empresas de diversos setores ofereçam serviços financeiros), a agenda de modernização parece consolidada. Eles mencionam que a manutenção de alguns dirigentes do BC e participantes de grupos de trabalho a partir de janeiro é um sinal importante de que a discussão de temas para a modernização e integração do sistema financeiro continuará.
“Os efeitos positivos da agenda pix e do open finance, que fizeram do Brasil uma referência para o resto da América Latina, são conquistas da sociedade. Os temas parecem insensíveis a visões políticas”, dizem.
André Olinto, secretário responsável por Camada Administrativa do Open Finance Brasil, destaca que no caso do financiamento aberto, o ecossistema já é uma realidade e que “não faz sentido que, seja qual for a autoridade, queira revogá-lo”. Ele argumenta que em três anos e meio o ecossistema, que conecta diferentes instituições, registra maior crescimento do que outros países com iniciativas semelhantes.
“O financiamento aberto é uma forma de os clientes acederem a produtos e serviços nos quais veem valor. Para isso, houve investimento da infraestrutura central, das instituições – das fintechs e dos bancos incumbentes que estão comprometidos – e do próprio BC para proporcionar esse benefício aos clientes”, explica Olinto, que também é sócio da Parceiros Consultivos de Chicagoconsultoria responsável pela governança de finanças abertas.
Em acontecimentos recentes, Otávio Dâmaso, diretor de regulação de ACdisse veja “risco zero para a agenda de inovação“devido à transição de alguns nomes da diretoria e do presidente da autoridade monetária. Ele também comentou sobre a importância que o financiamento aberto vem adquirindo. “Coletar e armazenar informações gera um custo para as instituições. E não estaríamos gravando 1,7 bilhão de chamadas semanais de API [o padrão por meio do qual as instituições “conversam” no ecossistema] se o financiamento aberto fosse inútil“.
Por outro lado, algumas fontes concordam que o mudança no comando do BC pode influenciar no ritmo de implementação de melhorias e novas funcionalidades.
“Possivelmente, o único ponto que poderá diminuir a velocidade da agenda seja o aumento das atribuições da autoridade e a relevância dos temas, que exigem discussões envolvendo diversos agentes do meio privado e público”, afirma a empresa que atua com serviços bancários como um serviço.
Fábio Araújo, coordenador de Drex no Banco Centralafirmou, durante evento em São Paulo, que Ó verdadeiro projeto digital continuará mesmo quando a mudança ocorre. Segundo ele, cada presidente tem uma visão de onde o mercado pode chegar, mas a agenda de inovação está muito consolidada e irreversível.
Entre os cogitados para assumir a presidência do BC, Gabriel Galípolo, diretor de política monetária, deverá ser anunciado em agosto como o nome que substituirá o atual presidente da autoridade monetária. A informação foi antecipada pelo colunista Laura Jardim, em “O Globo”.
Segundo o colunista, a data foi sugerida pelo próprio Campos Neto ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com o argumento de que, se fosse muito cedo, o poder no BC estaria dividido muito antes do fim do mandato, e se fosse no final do ano, quando termina o seu mandato, a transição seria difícil.
Ao avaliar Edísio Pereira Neto, fundador de Banco Z.rotechfin que desenvolve serviços financeiros, o nome é o mais adequado para dar continuidade ao atual pacote de inovações.
“Nos últimos sete anos, o BC tem sido o grande inovador do mercado. Principalmente para instituições menores, houve inúmeras regulamentações que se traduziram em oportunidades de negócios e beneficiaram as pessoas. Acredito que o Galípolo continuaria com o perfil pró-inovação do BC”, sustenta.
*Com informações de Ricardo Bonfim, de Valor Econômico
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