Com mais de 50 inquéritos abertos para apurar os incêndios que se espalham pelo país, a Polícia Federal (PF) está atrás não só dos autores materiais dos incêndios, mas principalmente dos possíveis autores desses crimes.
Hoje, a principal linha de investigação é que o rastro de destruição deixado pelo fogo em diferentes biomas brasileiros é resultado de “ações coordenadas”. Há indícios de que alguns incêndios tenham começado ao mesmo tempo, o que reforça as suspeitas dos investigadores.
Um dos primeiros passos nesse tipo de investigação é o envio de peritos especializados aos locais afetados, além do uso de tecnologia avançada para identificar os pontos de origem dos incêndios.
Foi o que aconteceu esta semana na capital federal. Menos de 24 horas após o início do incêndio que atingiu o Parque Nacional de Brasília, no domingo, três agentes da PF já estavam no local coletando material.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) suspeita que o incêndio tenha sido causado propositalmente, pela ação humana. O primeiro surto começou perto da Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência da República.
Além do Cerrado, onde os incêndios também atingiram a Chapada do Veadeiros, a PF também está mobilizada para investigar os incêndios florestais que devastaram a Amazônia e o Pantanal – só nesta região, 20 policiais federais foram destacados para a investigação. Há também investigações para apurar episódios em São Paulo.
Além disso, a PF quer relacionar esses crimes ambientais a outros crimes correlatos, para que os envolvidos respondam por todos os crimes cometidos e não escapem da punição. A ideia é que o contexto em que ocorreu o crime também seja levado em consideração, já que as penas previstas para crimes ambientais são consideradas leves.
Nas investigações, a corporação tem utilizado o “Programa Brasil Mais”, do Ministério da Justiça, que disponibiliza diariamente imagens de satélites que cobrem todo o território brasileiro.
A ferramenta, além de fornecer retratos em alta resolução de todo o Brasil, também disponibiliza alertas automáticos para diversos crimes ambientais. Recentemente, novas configurações foram implementadas para identificar as origens dos incêndios, abrangendo inicialmente a região do Pantanal.
Esse monitoramento está sendo ampliado para outros biomas brasileiros, começando por áreas mais sensíveis, como o Estado de São Paulo e a região do Arco do Desmatamento na Amazônia. O programa é financiado pelo Fundo Nacional de Segurança Pública e faz parte do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
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