A Petrobrás acumula alta de mais de 40% nos últimos 12 meses. Durante muitos pregões, a empresa, que corresponde a 12% da carteira do Ibovespa, foi sua principal pontuadora. O jornal nadou contra a maré do mau humor vindo de um mundo com inflação e juros elevados. Mas nesta segunda-feira, o “camisa número 10” da bolsa fez uma meta contra. A estatal trabalhou em desvantagem para quem apostava na valorização da carteira teórica.
- O Ibovespa iniciou a semana com queda de 0,42%, aos 126.954 pontos. O resultado reduziu os ganhos acumulados em julho para 2,46%. No ano, o índice caiu 5,4%;
- Com menor participação de investidores estrangeiros, o volume negociado em bolsa voltou a ficar abaixo da média, girando em torno de R$ 13 bilhões;
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- O dólar teve ajuste, caindo 0,57%, a R$ 5,62 após ano forte na semana passada. No mês, a moeda avançou 0,66% frente ao real e no ano, 15,93%;
A queda da Petrobras se deve, em parte, à queda do preço do petróleo. Mas vai muito além. Os investidores estão aguardando para verificar os dados do relatório de produção da empresa para recalibrar as expectativas em torno de lucros e dividendos no segundo trimestre de 2024.
Outro ponto que pode ter pesado hoje contra a empresa é a possível oferta para obter uma parcela do campo de Mapone, na Namíbia. Desde o péssimo negócio feito em Pasadena (EUA), há mais de uma década, ainda há uma parte do mercado que não confia na estatal na hora de comprar ativos no exterior. A petrolífera brasileira concorre com ofertas de outras empresas como Exxon e Chevron, o que poderia aumentar o preço de compra.
Apesar de ser uma modalidade de investimento, o dinheiro utilizado na transação reduziria o caixa e os dividendos da empresa no curto prazo. Considerando que o governo é o maior acionista, que recebe a maior parte das receitas, ficar sem essas receitas apenas dificultaria o cumprimento da meta fiscal.
Mas não foi só a Petrobras que fez o Ibovespa perder nesta sessão. Fica mais difícil ter interesse em investir na bolsa quando se acredita que mais inflação está por vir. Novamente, o O Boletim Focus se ajustou à nova realidade, que estabelece IPCA-15 acima do esperado e dólar em alta. Economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) passaram a ver ainda mais inflação em 2024 e 2025.
E quando há mais inflação, a mão do BC se inclina para os juros. Embora a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira, 31, não deve trazer surpresasalterações nos dados poderão interferir no comportamento da autoridade monetária daqui para frente.
É consenso que o Copom mantém a taxa de juros em 10,50% ao ano. O importante é saber o que vem a seguir. A poucos dias do anúncio, quando o cenário pode ficar mais claro, há investidores que pisam no freio antes de saltar para o alto risco dos ativos de renda variável. Como se não bastasse, teremos um super trimestre pela frente, com decisão também nos Estados Unidos.
Na esfera política, as notícias também não são das mais animadoras. O défice do sector público duplicou num ano, correspondendo a uma parcela maior do PIB. “O setor público apresentou déficit nominal de R$ 135,724 bilhões em junho, o que mostra que ainda há um longo caminho a percorrer nas questões fiscais para melhorar o cenário brasileiro”, aponta Hemelin Mendonça, especialista em mercado de capitais e sócio da AVG Capital.
Se o mercado entender que o Brasil está mais endividado, torna-se um ambiente mais arriscado, o que afasta os investidores. Para parecer atraente, o país aumenta as taxas de juros. Quando o dinheiro sai do Brasil, os impactos incluem o aumento das taxas e a desvalorização cambial do real.
Nesta segunda-feira, os juros futuros voltaram a subir, com exceção do final mais curto, com vencimento em 2025:
- As taxas de Depósito Interbancário (DI) para janeiro de 2025 caíram de 10,75% para 10,73%. Os prêmios em contratos de prazo mais curto estão mais ligados às expectativas dos investidores em relação à Selic;
- Para janeiro de 2034, passaram de 12,10% para 12,12%. Estas taxas mais longas geralmente medem o “risco fiscal”, que é a capacidade do governo de manter as contas públicas atualizadas.
Apesar do bom resultado apresentado no balanço da semana passada, o OK não sustentou um aumento significativo nesta segunda-feira. A empresa mal consegue ser um contrapeso à Petrobras na balança de forças do Ibovespa. A mineradora sofre com sucessivas quedas no preço do minério de ferro na bolsa de Dalian, na China.
Carro-chefe da Vale, mas está subvalorizado devido à fraca demanda da China, que é seu principal importador. Enquanto a economia chinesa não acelerar, as empresas do sector mineiro deverão enfrentar dificuldades. Este ano, a Vale acumula queda de 16,7%, apesar de ter visto aumento na produção e nas vendas.
Das 86 ações do Ibovespa, 63 registraram queda e apenas 20 ficaram no azul.
As ações do varejo, prejudicadas num cenário mais inflacionado, também voltaram a cair. Usiminas segue em queda, pressionada pelo resultado do fraco balanço e pelo andamento da briga judicial com a CSN. “De acordo com fato relevante enviado à CVM esta manhã, o Tribunal decidiu que a CSN deve reduzir sua participação na empresa de 12,9% para menos de 5% do capital social”, afirma o especialista Hemelin Mendonça.
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