A gestora Pátria Investimentos, que atua com private equity e ativos alternativos, realizou investimento de R$ 11 milhões na Liqi, uma das tokenizers mais ativas do país. O investimento, o primeiro do quarto fundo de venture capital da gestora, marca a entrada do Pátria no segmento de ativos digitais, blockchain e tokenização.
A nova rodada na Liqi faz parte de uma extensão do investimento série A, que visa ampliar a oferta de produtos, ampliar as fontes de receita e diversificar a base de clientes. Antes do Pátria, entraram o Banco Itaú, gestora de Galápagos, a Oliveira Trust, que presta serviços fiduciários, e a Honey Island, que investe em fintechs. No total, a Liqi recebeu R$ 57,5 milhões e sua avaliação caminha para R$ 200 milhões, segundo estimativas de mercado.
Fundada em 2021 por Daniel Coquieri, ex-BitcoinTrade, uma das plataformas pioneiras de criptomoedas no país, a Liqi tem se destacado na tokenização de ativos de renda fixa e no fornecimento de tecnologia Crypto as a Service (CaaS) para terceiros. A Liqi já emitiu R$ 250 milhões em tokens de recebíveis, notas fiscais, notas promissórias e cédulas de crédito bancário (CCB). A startup espera encerrar o ano com emissões de R$ 500 milhões. Entre os clientes estão o próprio Itaú e Kavak e BV, que trabalham com financiamento de veículos.
No final do ano passado, a Liqi liderou, em conjunto com o Itaú e o Oliveira Trust, a criação da primeira versão tokenizada de um fundo de investimento em crédito (FIDC), fonte de recursos para pequenas e médias empresas, com perspectiva de ganhos significativos redução de custos. Em março, criou uma área de “mercado de capitais tokens”, liderada por André Pina, executivo com experiência no Citibank, HSBC, Captalys e Finvest.
Segundo Pedro Melzer, sócio do Pátria responsável pela área de venture capital, este investimento na Liqi é “uma primeira verificação” que antecede maiores investimentos subsequentes nas empresas que integram o portfólio.
“Sabemos que ainda tem muita água para rolar nesse mercado, mas encontramos no Liqi e na figura do Daniel [Coquieri] um profundo conhecimento de tokenização. Gostamos do posicionamento da Liqi neste mercado, dos parceiros que conseguiu atrair e da sua postura perante os reguladores. Mesmo que ainda não seja [um mercado] maduro, esse é um risco que gostamos de correr”, disse Melzer.
O executivo diz que o Pátria buscava uma startup bem posicionada na digitalização de serviços e infraestrutura financeira, que pudesse ter sinergia com outras fintechs investidas. O Pátria possui atualmente R$ 215 bilhões em ativos sob gestão e possui participações relevantes em empresas como Avenue, Creditas, Hashdex, Klubi, CondoConta, Liber Capital e Bxblue.
Para o Pátria, Liqi pode aproveitar a onda de tokenização de ativos do mundo real, que atualmente ultrapassa US$ 130 bilhões em capitalização e que pode chegar a US$ 1 trilhão até 2030, segundo projeções do JP Morgan e do Citigroup.
“Acreditamos que [a tokenização] É questão de tempo que a visão da CVM [Comissão de Valores Mobiliários] e o BC [Banco Central] vá nessa direção. Queremos estar próximos dos players que estão mais preparados para surfar quando esse mercado crescer”, afirmou.
Segundo Coquieri, uma vantagem da Liqi é que a empresa cria seus tokens inteiramente dentro do blockchain usando contratos inteligentes que contêm as regras de operação, enquanto a maioria dos outros tokenizadores apenas reproduzem operações contratuais das finanças tradicionais. “Tanto emissores quanto investidores podem ter mais segurança, transparência, redução de custos e melhores retornos com o uso da tecnologia.”
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