“A situação é crítica”, afirma o produtor Emílio Carlos Weyand, que trabalha com pecuária nos municípios de Turvo e Guarapuava, região centro-sul do Paraná. Segundo ele, a geada da madrugada desta quarta-feira (14/08), somada à da manhã anterior, foi suficiente para queimar todo o pasto. A plantação de aveia branca ficou coberta de geada: “está seca, matou tudo”, lamenta.
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Emílio conta que o pasto, plantado em 20 hectares, estava verde e bonito antes do frio intenso dos últimos dias. No mapa disponibilizado pelo serviço Alerta Geada, mantido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) em conjunto com o Sistema Paranaense de Tecnologia e Monitoramento Ambiental (Simepar), a região de Guarapuava apresentava forte intensidade de geadas nesta quarta-feira.
A previsão para quinta-feira (15/08) é que a massa de ar frio perca força sobre o Paraná. Porém, no sul do estado ainda podem ocorrer geadas de baixa intensidade.
Para o produtor, o clima já era esperado. “Faz parte, é assim todos os anos”, diz ele. Com um rebanho de mais de 800 bovinos e ovinos, a falta de pasto significa prejuízo no bolso. “Sem dúvida será um gasto adicional porque agora os animais ficarão apenas na silagem e na ração.”
Boletim do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) divulgado nesta terça-feira (13/08), informa que, ocasionalmente, a ocorrência de geadas prejudicou as pastagens mais ao sul do Estado.
Na mesma região, as geadas dos últimos dias causaram prejuízos aos horticultores. O Serviço de Informações Diárias (SID) desta quarta-feira, do Deral/Seab, informa que houve congelamento de parte das usinas e danos à produção em vários municípios da região metropolitana de Curitiba.
Segundo a área técnica da Ceasa Curitiba, os efeitos das geadas devem provocar alterações nos preços de alguns produtos a partir desta quinta-feira. Nesta quarta-feira, o centro registrou alterações na oferta de abobrinha, couve-flor, feijão verde e pepino. O tomate e a batata não foram afetados, pois a produção foi recebida de outras regiões, como Minas Gerais e São Paulo.
O Ceasa informa ainda que repolho, acelga e couve estão em boa oferta no atacado e sem oscilações de preços nos últimos dias.
Ainda segundo o centro, neste período muitos agricultores reduzem as suas áreas de plantio para evitar possíveis perdas causadas pela instabilidade climática.
Desde maio, o Alerta de geadaque emite informações sobre condições climáticas e previsões de geadas para todas as regiões. “Diariamente são emitidos boletins em diversos canais”, explica Heverly Morais, agrometeorologista do IDR-PR e coordenadora do Alerta Geada.
Heverly conta que o serviço foi criado em 1995, para proteger os cafezais recém-plantados, mas hoje atende outras culturas e setores agrícolas.
Esse tipo de previsão é muito utilizado por produtores de hortaliças, que são sensíveis às baixas temperaturas e necessitam de proteção de viveiros e mudas recém-plantadas no campo. Além disso, a silvicultura, bem como as explorações avícolas e suinícolas, também devem ser protegidas em caso de frio intenso.
O boletim está disponível diariamente em canais como WhatsApp e Telegram, no aplicativo IDR Clima (disponível no Google play e App store), no Disque Geada – (43) 3391-4500 -, bem como nos sites e redes sociais da IDR-PR e o Simepar. Para fazer a previsão, o Simepar monitora as condições meteorológicas com base em dados de temperatura, pressão atmosférica, ventos e umidade do ar coletados por estações de telemetria de superfície. Imagens de satélite também são observadas.
O agrometeorologista confirma que a partir desta quinta o frio vai perder força e temperaturas começam a subir no Paraná, com período de calor intensoprincipalmente para a região Norte do estado. Está prevista uma nova onda de frio para a última semana do mês.
“Eventos extremos são difíceis de prever porque a atmosfera e a natureza são dinâmicas. Mas monitoramos cada sistema e a chegada das massas polares para informar através do Frost Alert, com previsão diária e avisos com 48 horas de antecedência”, observa.
Normalmente, o serviço funciona no Estado entre os meses de maio e setembro, quando ainda podem ser registradas ocorrências de geadas em algumas regiões.
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