O Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG)apresentou nesta terça-feira (9), o projeto de lei complementar que cria o Pagamento Integral do Dívidas do Estado (Propag), que estabelece novas regras para o pagamento da dívida dos Estados com o Unidade. O projeto deverá entrar na tramitação do Senado nas próximas horas e terá como relator o aliado de primeira viagem de Pacheco, Davi Alcolumbre (União-AP). A expectativa de Pacheco é que a proposta seja votada antes do recesso informal, que começa na próxima quinta-feira (18).
A proposta do presidente do Senado prevê que o valor principal da dívida, cerca de R$ 700 bilhões, seja congelado e parcelado em 30 anos. A maior parte do valor refere-se a dívidas de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
O projeto altera o índice e permite aos Estados negociar ativos para reduzir o estoque da dívida com a União. O índice de correção da dívida poderá ser reduzido de IPCA mais 4% para apenas IPCA. Os juros poderão ser reduzidos em até dois pontos percentuais com a entrega dos bens. Para isso, o valor deve ser superior a 20% do valor total da dívida. Se o valor estiver entre 10% e 20%, o desconto é de um ponto percentual.
A proposta prevê ainda a dedução de um ponto percentual caso o valor correspondente seja aplicado em investimentos no próprio Estado, nas áreas de educação, infraestrutura e segurança pública e outro ponto percentual destinado ao Fundo Nacional de Equalização, que atenderá todos os federados. entidades, incluindo aquelas sem dívidas.
Inicialmente, houve uma proposta governamental de redução dos juros da dívida estadual com a contrapartida de investimentos no aumento das matrículas no ensino médio técnico. O projeto de Pacheco flexibiliza a alocação desses investimentos, mas apenas para que os Estados atinjam as metas anuais de desempenho da educação profissional técnica de nível médio estabelecidas nas propostas. Enquanto o Estado não cumprir este mínimo, 60% dos recursos serão destinados ao desenvolvimento da educação profissional.
Em conferência de imprensa, Pacheco explicou que não podem ser feitos investimentos em financiamento, como pagamento de salários ou despesas correntes.
“É só investimento, isto não pode ser para gastos e financiamento, apenas para investimentos no Estado, principalmente na educação e formação profissional, só é permitida flexibilidade para poder transferir da educação para outros sectores se o Estado demonstrar cumprimento da meta estabelecida para a educação no Estado”, explicou Pacheco.
A respeito de Fundo de Equalizaçãoa proposta prevê restrições para evitar que as transferências aos Estados, que serão feitas anualmente, aconteçam de forma desproporcional.
“Nenhum Estado poderá receber três vezes mais que o Estado que recebe menos. Faremos uma proposta de divisão com critérios próprios, mas limitando o Estado que tem mais população, mais participação no FPE (Fundo de Participação Estadual) ao receber muito mais que outro”, afirmou Pacheco.
O parlamentar afirmou que, se as entidades endividadas conseguirem aderir à Propag e reduzir os juros de 4%, o valor das dívidas estaduais cairia para R$ 700 bilhões e R$ 672 bilhões. Mesmo com o Executivo abrindo mão de R$ 28 bilhões anuais, Pacheco defende que a proposta beneficiará a União.
“A União finge receber, o Estado finge pagar e a dívida aumenta. Estamos a proporcionar uma forma de equalização. Porque a relação entre a União e os Estados não pode ser de natureza financeira. É uma relação federativa. Estamos a falar de investimentos nos Estados, estamos permitindo que a União receba o principal. No final, isso será muito benéfico para a União”, destacou.
O projeto prevê ainda a possibilidade de o Estado transferir “créditos líquidos e certos” para a União com o setor privado. A seção permite, por exemplo, que o governo de Minas Gerais use o restante da indenização da Vale do governo estadual pelo rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho para reduzir o estoque da dívida.
Durante a elaboração do projeto, governadores e parlamentares procuraram incluir na proposta uma negociação com descontos nos juros e no valor principal da dívida. Segundo Pacheco, isso violaria a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Do ponto de vista da responsabilidade fiscal, há preservação do montante da dívida hoje consolidada”, explicou.
Os governadores também defenderam a utilização de recursos do Fundo de Compensação do Estado criado na reforma tributária para reduzir o endividamento. Segundo Pacheco, as regras definidas na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que alterou o sistema tributário do país impedem a utilização do fundo para pagamento de dívidas.
“Do ponto de vista legal e constitucional, há uma proibição expressa. Pode-se considerar nas contrapartidas que, uma vez aderente ao programa, o Estado terá de cumprir”, disse.
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