O Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou, nesta terça-feira (25), que chegou a um acordo com o Ministério das Finanças sobre a renegociação da dívida dos Estados, que envolve a possibilidade de a União adquirir ativos como forma de reduzir parte dos valores devidos.
Em conferência de imprensa, Pacheco queixou-se da demora do governo em resolver o impasse com os Estados, mas, ao mesmo tempo, reconheceu o “esforço” do Executivo em chegar a um entendimento.
Como mostra o Valoro presidente do Senado chegou a ameaçar bloquear a agenda do governo caso suas exigências quanto à renegociação da dívida dos Estados não avançassem, mas a equipe econômica resistiu a ceder.
O principal pedido do presidente do Senado envolvia justamente a federalização de bens, que, no caso do Minas Geraiscom uma dívida estimada em R$ 160 bilhõespoderia significar a venda de empresas como Codemig, Copasa Isso é Cemig.
Pacheco falou sobre o tema após reunião, mais cedo, com o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), e o secretário executivo do Ministério das Finanças, Dario Durigan. O ministro Fernando Haddad (Fazenda) não participou, apesar de estar em Brasília.
“A questão da renegociação da dívida dos Estados tem-se arrastado ao longo do tempo e é preciso reconhecer um certo atraso na resolução desta questão, mas creio que tivemos uma reunião positiva e até definidora”, disse Pacheco inicialmente.
Afirmou que o Tesouro concordou, por exemplo, com a possibilidade de entregar bens do Estado para amortização e pagamento da dívida com a União. “Ao contrário do que foi dito em algum momento que isso não seria possível, muito pelo contrário, o Ministério das Finanças e o governo federal anunciam a possibilidade de entrega destes bens como parte do pagamento”, frisou.
Pacheco também mencionou que houve um acordo sobre a redução do índice de juros da dívida e também sobre a possibilidade de ter investimentos de contrapartida dos Estados na área de segurança pública.
Além disso, Pacheco disse que o Tesouro aceitou que os Estados que venderem os seus activos “terão como recompensa uma redução do indexante dos juros [do restante da dívida]”. “De qualquer forma, esta proposta que foi aceita pelo Tesouro me parece justa e razoável. Obviamente vamos ouvir os governadores. Estamos perto de chegar a uma solução”, acrescentou.
Antes que o projeto da dívida comece a tramitar no Congresso, a equipe econômica ainda discutirá o tema com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Paralelamente, Pacheco afirmou que deverá ter uma reunião com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, nesta quarta-feira (26). Depois, ele ainda pretende se reunir com outros governadores.
“Só agora dependemos do acordo do Presidente da República. Se houver tal acordo, preciso reconhecer o enorme esforço do Presidente da República”, declarou o Presidente do Senado.
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