A empresa combinada de fusão de Petz e Cobasi necessitará de obter rentabilidade com base nos ganhos de eficiência que serão gerados, e não através de ações de curto prazo, como aumentos de preços. O esclarecimento de Sérgio Zimerman, presidente da Petzfoi dada após investidores levantarem o tema das margens para o novo negócio, em teleconferência na manhã desta sexta-feira (16).
“Jamais nos uniríamos para aumentar os preços, não faz sentido. O mundo hoje é online, se você errar no preço nosso concorrente vai abocanhar nosso cliente”, afirmou o empresário.
“O mercado não tem mais barreiras, as lojinhas vendem de tudo pela internet, através do “marketplace”, e nesse sentido o “marketplace” tem mérito porque democratiza [a atuação] do pequeno lojista […]. Mas o mercado está muito louco para a gente escorregar, errar e levar nossos clientes, então temos que ficar muito atentos a esse preço, precificação.”
“Cade existe para proteger a concorrência, não o concorrente”
Zimerman disse ainda que as empresas estão tranquilas e serenas em relação ao processo de aprovação do acordo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Onde), do órgão antitruste brasileiro, e que foram apoiados por advogados e consultores, em relação a possíveis riscos de concentração.
“O Cade existe para proteger a concorrência, não o concorrente, e nesse sentido é um bom acordo para o consumidor, e se o concorrente chorar, isso é outra coisa.”
A empresa apresentou detalhes do seu acordo de fusão com a Cobasi na manhã desta sexta-feira e, posteriormente, além de comentários sobre o tema, deu explicações sobre os resultados do segundo trimestre.
De abril a junho, a Petz registrou prejuízo líquido de R$ 3,2 milhões, versus lucro líquido de R$ 11,4 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita líquida trimestral da empresa foi de R$ 817,5 milhões, um aumento anual de 3,3%.
O resultado final foi afetado pelo aumento das despesas, 5,9%, acima do verificado nas vendas, e pela piora de 76,3% no resultado financeiro líquido, que foi negativo em R$ 39,7 milhões.
O lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) foi de R$ 59,9 milhões, queda de 14,4% ao ano.
A empresa experimenta menor alavancagem operacional (as despesas aumentam mais que as receitas), aumento na depreciação e amortização, refletindo os investimentos dos últimos anos, e aumento nas despesas financeiras.
Abril ficou aquém das vendas, com “aumento” em maio e junho
A administração disse, nesta sexta-feira, em teleconferência, que o mês de abril ficou aquém das vendas, mas maio e junho tiveram uma “decolagem”. E que as vendas de acessórios, mais fracas há quatro trimestres, deram sinais melhores no segundo trimestre.
Segundo a administração, o lucro foi afetado pelos resultados do braço digital, pela maior alavancagem financeira e pela marcação a mercado dos derivativos (“swap”). Esse “swap”, atrelado a uma linha de financiamento em dólar, captada em março de 2023, teve impacto negativo de R$ 12,4 milhões.
O mercado já tinha uma expectativa menos otimista para os números da Petz, que desacelerou as vendas neste ano em relação aos anos anteriores, e hoje, a alta das ações reflete o bom humor do mercado com as negociações do acordo com a Cobasi, e a confirmação de pagamentos envolvendo os acionistas da empresa.
(Colaboração de Victor Meneses)
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