A construção – desde grandes obras de infraestrutura até o segmento imobiliário – movimenta bilhões de reais no Brasil e é indissociável de outro setor, o da mineração.
É impossível não identificar algo de origem mineral, metálico ou não metálico, quando se fala em construção, tanto em obras de infraestrutura quanto na laje de uma casa.
Imagine, por exemplo, como seria possível percorrer estradas sem a utilização de agregados, constituídos por brita e areia. São produtos minerais amplamente utilizados na indústria de infraestrutura e construção civil. Para a execução das obras de um quilômetro de rodovia serão necessárias cerca de 25 mil toneladas de brita, um metro cúbico de concreto de duas toneladas e um quilômetro de trilhos duplos de aproximadamente dez mil toneladas de lastro.
Ferramentas Tecnológicas
Na última década, segundo Daniel Debiazzi Neto, presidente do Sindicato da Indústria de Mineração de Pedra Britada do Estado de São Paulo (Sindipedras-SP), o setor de agregados passou por importantes modernizações. Por exemplo, com a utilização de perfuratrizes com sistemas de perfuração inteligentes pré-programados e sistemas de controle de desvios e escaneamento a laser das faces dos taludes das bancadas que serão detonadas, sismógrafos de operações de detonação e acessórios, bem como iniciadores operados eletronicamente para redução do nível de ruído e vibração.
Ao mesmo tempo que as novas tecnologias permitem que as obras sejam realizadas em menos tempo, o Brasil observa avanços nas características dos materiais de origem mineral, que se tornam mais sustentáveis graças ao uso de materiais reciclados e energias renováveis no processo produtivo.
“Vemos cada vez mais investimentos em inovações que agreguem valor aos processos produtivos e contribuam para práticas cada vez mais comprometidas com o meio ambiente”, acrescenta Raul Jungmann, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
Entre as práticas do segmento de rochas ornamentais, uma variação utilizada em pisos, paredes, móveis e decoração, está o uso eficiente da água por meio de sistemas de recirculação e tratamento em pedreiras e fábricas. “As empresas têm investido em certificações ambientais, que garantem práticas sustentáveis na cadeia produtiva e extração responsável”, afirma Eduardo Carvalho Félix, de Sinrochas-MG.
Com uma diversidade de pedras naturais, como granitos e quartzitos, além de ardósia, pedra-sabão e pegmatitos, o país exporta para mercados exigentes, como Estados Unidos, China, Europa e Oriente Médio, e possui grandes reservas e um rico variedade geológica, o que impulsiona a relevância do país no setor, explica Félix.
A construção, por sua vez, alimentada pela mineração, também desempenha um papel significativo na economia brasileira. Dados mais recentes da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) 2022, do IBGE, mostram que 2,3 milhões de empregos foram gerados pelas 147,7 mil empresas. O valor gerado em incorporações, obras e/ou serviços de construção pelo setor, em termos nominais, foi de R$ 439 bilhões.
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