O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), será o relator da ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para derrubar a previsão de multas para usuários que utilizam VPN como forma de burlar o acesso à rede X, bloqueado no Brasil.
Esta é a segunda vez que a OAB aciona o Supremo sobre o assunto. No sábado, houve um primeiro pedido de revogação da pena, no valor de R$ 50 mil – o pedido foi anexado ao mesmo processo em que o ministro Alexandre Moraes determinou a suspensão da plataforma.
Após a liminar ser confirmada por unanimidade pelos cinco ministros da Primeira Turma, a OAB decidiu ajuizar nova ação, para que o caso fosse discutido no plenário, que reúne todos os 11 membros da Corte.
Nunes Marques foi nomeado relator de prevenção porque já havia sido selecionado para reportar uma ação mais ampla movida pelo Novo, que pede a anulação total da decisão de Moraes, com a volta da rede social ao país.
Para a OAB, a aplicação de multa elevada a qualquer usuário que burle a decisão judicial revela-se inadequada e desproporcional. “A sanção aplicada a determinado indivíduo não poderá corrigir condutas ilícitas praticadas pelos efetivamente investigados e passíveis de punição no âmbito da Pet 12.404”, aponta o texto da petição inicial.
A OAB entende que no estado da decisão, a aplicação da multa ocorreria automaticamente pelo simples fato de uma pessoa acessar X por meio de subterfúgios tecnológicos, como VPN. Ou seja, a conduta não seria formalmente individualizada, “o que obstaculizaria o direito à defesa, violando o devido processo legal e os princípios do contraditório e da ampla defesa”.
A petição também lembra a reserva do ministro Luiz Fux quando terminou ontem o julgamento do referendo da liminar de Moraes. Segundo ele, a decisão não pode atingir “indiscriminadamente pessoas físicas e jurídicas que não tenham participado do processo, em obediência aos cânones do devido processo legal e do contraditório, salvo se utilizarem a plataforma para fraudar esta decisão, sendo vedadas manifestações”. pela ordem constitucional, como expressões que revelem racismo, fascismo, nazismo, obstruam investigações criminais ou incitem crimes em geral”.
Moraes determinou a suspensão do X em todo o país na sexta-feira. A medida representa o desfecho de uma série de confrontos que ocorrem há meses entre o ministro e o dono da plataforma, o bilionário Elon Musk. Em abril, ele determinou a abertura de inquérito contra o empresário e o incluiu entre os investigados no inquérito da milícia digital, que tem como alvo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No dia 17 de agosto, Musk anunciou que encerraria as operações do escritório X no Brasil. Em postagem publicada na própria rede, o comunicado da empresa dizia que a medida estava sendo tomada por decisões de Moraes, mas que o serviço continuaria disponível para os usuários do país.
Na quarta-feira, o ministro deu 24 horas ao empresário para indicar quem seria o representante legal de X no Brasil, sob ameaça de suspender o funcionamento da rede social. A intimação foi feita pela própria plataforma, por meio do perfil oficial do Supremo.
Passado o prazo, X anunciou em postagem que não cumpriria a decisão. Diante da recusa, Moraes ordenou a demolição “imediata, completa e integral” da plataforma. A medida foi implementada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no fim de semana.
consignado para servidor público
empréstimo pessoal banco pan
simulador emprestimo aposentado caixa
renovação emprestimo consignado
empréstimo com desconto em folha para assalariado
banco itau emprestimo