O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nunca ter visto um espírito de equipe no BC como nas últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). Campos Neto explicou que, após a decisão que dividiu os membros do Copom na reunião de maio, passou a haver um prêmio de risco baseado na percepção de que a decisão não foi técnica, mas política.
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“Passamos muito tempo nos comunicando. Por um tempo, digamos, discutimos o que deveria ser feito e chegamos à conclusão de que precisávamos passar uma mensagem de que isso não existe, que a decisão é técnica”.
O presidente do BC destacou que a autoridade monetária sempre perseguirá a meta e que aumentará os juros se necessário “independentemente de eu estar no Banco Central ou não no Banco Central”.
“A equipe está superdedicada e comprometida em trazer a inflação para a meta”, afirmou.
Na avaliação de Campos Neto, houve uma melhora ao longo do tempo. “Hoje, estamos no processo de construção de credibilidade. Construir credibilidade não se trata de uma ou duas reuniões, mas de um processo de decisão que é técnico, bem explicado e bem comunicado.”
Em evento promovido pelo BTG Pactual, Campos Neto foi questionado se é de se esperar que em um Banco Central autônomo, como em outros lugares do mundo, a dinâmica seria em que cada diretor fale o que está pensando sem alinhamento. O presidente do BC afirmou que é um processo de amadurecimento e “em algum momento teremos um mapeamento mais individual do que cada diretor pensa”.
Segundo o presidente do BC, à medida que o processo se prolongar e os diretores da autoridade monetária de diferentes governos entrarem e saírem, o mercado deverá começar a mapear o pensamento de cada diretor. “Faz parte do processo como em muitos outros países”, disse ele.
Campos Neto destacou que seria como uma balança. Por um lado, existe a individualidade que é “superimportante”, e o mercado pode mapeá-la e os diretores podem explicar as suas posições. Por outro lado, existe um problema quando a mensagem que envia é política e não técnica. “É como se houvesse uma solução onde todos estivessem em situação pior. É um processo de maturação.”
O presidente do BC afirmou que o importante é que as decisões sejam técnicas e destacou que mesmo quando nomeou os diretores houve opiniões divergentes. “Sentamos e discutimos. Não creio que o processo tenha mudado muito. Acho que houve um momento de crítica ao Banco Central que fez com que essas pequenas divergências se agravassem, mas acho que, à medida que isso passar e a gente amadurecer, esse processo tenderá a melhorar.”
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